O HMS Hood foi um cruzador de batalha da Royal Navy britânica e um dos mais famosos navios de guerra de sua época. Construído durante a Primeira Guerra Mundial, entrou em serviço em 1920 e tornou-se um símbolo do poder naval britânico durante o período entre guerras. Operou ativamente até a Segunda Guerra Mundial, quando foi tragicamente afundado em uma das batalhas mais dramáticas da guerra no mar.

Projeto e Especificações
O Hood foi encomendado como parte da resposta britânica aos cruzadores de batalha alemães durante a Primeira Guerra Mundial. Sua construção começou em 1916 no estaleiro John Brown & Company, em Clydebank, na Escócia, e o navio foi lançado ao mar em 1918, entrando em operação em 1920 como o maior navio de guerra do mundo até então.
Dimensões e Desempenho
Comprimento total: cerca de 262–263 metros.
Boca: cerca de 31,8 metros.
Deslocamento: cerca de 48.000–49.000 toneladas em plena carga.
Velocidade: teoricamente acima de 30 nós, com testes chegando a mais de 30 nós.

Armamento
O armamento principal era composto por oito canhões de calibre 381 mm (15 polegadas) montados em quatro torres duplas, capazes de disparar projéteis pesados a grandes distâncias. O armamento secundário era composto por canhões menores para defesa contra navios menores e aeronaves, e originalmente o navio também carregava tubos de torpedos.
Blindagem e Filosofia de Projeto
Apesar de ser um cruzador de batalha, o Hood recebeu uma blindagem relativamente mais forte que muitos outros navios deste tipo — fruto de lições aprendidas na Batalha da Jutlândia (1916). No entanto, sua blindagem horizontal ainda era considerada insuficiente para proteger os depósitos de munição contra projéteis de longo alcance.
Serviço e História Operacional
Entre Guerras
Durante a década de 1920 e 1930, o Hood foi a maior e mais impressionante embarcação da frota britânica, ganhando o apelido de “Mighty Hood” por sua presença imponente e desempenho. Participou de cruzeiros diplomáticos e de demonstração de poder naval, como a famosa “Empire Cruise” de 1923–1924, uma volta ao mundo com outros navios para fortalecer relações do Império Britânico.

Situação Antes da Segunda Guerra Mundial
O navio precisava de manutenção e modernização no final da década de 1930, mas a eclosão da Segunda Guerra Mundial em 1939 adiou esses trabalhos. Mesmo assim, o Hood continuou ativo em operações de escolta, patrulhas e ações contra forças do Eixo no início da guerra.
O Fim no Estreito da Dinamarca (24 de Maio de 1941)
Em maio de 1941, a Marinha Real Britânica enviou o Hood, junto com o novo couraçado HMS Prince of Wales, para interceptar o encouraçado alemão Bismarck e seu escolta, o cruzador pesado Prinz Eugen, que ameaçavam os comboios no Atlântico. A batalha começou no dia 24 de maio de 1941, no Estreito da Dinamarca — entre a Groenlândia e a Islândia. Durante o confronto, apenas minutos após a abertura de fogo, um projétil disparado pelo Bismarck atingiu uma área sensível do Hood, penetrando a blindagem e detonando seus depósitos de munição. Em questão de menos de três minutos, o navio explodiu violentamente e afundou, matando 1.415 dos cerca de 1.418 membros da tripulação. Apenas três homens sobrevieram ao desastre. Esse evento foi um choque devastador para a Grã-Bretanha, pois o Hood tinha grande significado simbólico e moral como ícone da Royal Navy.

Consequências e Legado
A perda do Hood incentivou imediatamente a perseguição ao Bismarck, que foi localizado e afundado por forças britânicas três dias depois, em 27 de maio de 1941. Nas décadas seguintes, a causa exata da detonação continua a ser estudada e debatida por historiadores e especialistas navais, com teorias sobre falhas de blindagem, munições e outros fatores. Além de sua importância histórica, o Hood permanece um símbolo duradouro da coragem dos marinheiros que serviram a bordo, lembrado em livros, documentários e monumentos dedicados.

Fonte: https://www.britannica.com/topic/HMS-Hood
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/HMS_Hood_(51)