# História Militar em Debate > Ensaio e Artigos sobre a História Militar no Brasil e no mundo. ## Posts - [Uru-Can Brasil: entre a construção de uma arte marcial nacional e as narrativas de sua origem militar](https://historiamilitaremdebate.com.br/uru-can-brasil-entre-a-construcao-de-uma-arte-marcial-nacional-e-as-narrativas-de-sua-origem-militar/): Autor:Prof.Luiz Otavio Santos Resumo O presente artigo analisa a trajetória do Uru-Can Brasil, sistema de combate criado no contexto militar brasileiro nos anos 1970 e posteriormente institucionalizado como arte marcial civil. A partir de fontes jornalísticas, registros de associações (CNPJs) e materiais de divulgação produzidos pelos próprios praticantes, busca-se compreender as tensões entre memória, identidade e institucionalização. A pesquisa aponta para um processo de afirmação de identidade nacional no campo das artes marciais, mas também evidencia lacunas documentais e controvérsias historiográficas quanto à origem, eficácia técnica e difusão. Palavras-chave: Artes marciais brasileiras; Uru-Can; História militar; Identidade nacional; Institucionalização esportiva. Introdução - [China impõe sanções a subsidiárias ligadas aos EUA da construtora naval sul-coreana Hanwha Ocean](https://historiamilitaremdebate.com.br/china-impoe-sancoes-a-subsidiarias-ligadas-aos-eua-da-construtora-naval-sul-coreana-hanwha-ocean/): A China anunciou recentemente sanções contra cinco subsidiárias ligadas aos Estados Unidos da construtora naval sul-coreana Hanwha Ocean, em meio à crescente disputa comercial com Washington. A decisão provocou forte queda nas ações da empresa e ampliou as tensões no setor marítimo internacional. Segundo o Ministério do Comércio chinês, organizações e indivíduos na China estão proibidos de realizar transações, cooperação ou atividades relacionadas às unidades da Hanwha Ocean envolvidas. O órgão afirmou que essas subsidiárias “auxiliaram e apoiaram atividades investigativas do governo dos EUA, comprometendo a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China”, sem fornecer detalhes adicionais. - [Clãs e grupos armados desafiam o controle do Hamas em Gaza](https://historiamilitaremdebate.com.br/clas-e-grupos-armados-desafiam-o-controle-do-hamas-em-gaza/): Com a guerra em Gaza se prolongando, o Hamas enfrenta crescentes desafios internos ao seu controle do território, principalmente de grupos rivais ligados a poderosos clãs locais. Desde a entrada em vigor do cessar-fogo na sexta-feira, o grupo tenta reafirmar sua autoridade, promovendo uma ofensiva que resultou na morte de dezenas de opositores. A operação ocorreu após um suposto aval temporário dos Estados Unidos para que o Hamas atuasse na segurança do enclave devastado. A seguir, os principais clãs e figuras envolvidas em confrontos com as forças do Hamas nos últimos dois anos: Clã Abu Shabab Liderado por Yasser Abu - [Operação Midnight Hammer representa um golpe estratégico ou início de uma nova fase?](https://historiamilitaremdebate.com.br/operacao-midnight-hammer-representa-um-golpe-estrategico-ou-inicio-de-uma-nova-fase/): No sábado, 21 de junho, os Estados Unidos realizaram uma ofensiva coordenada contra três instalações diretamente ligadas ao programa nuclear iraniano. A ação, denominada Operação Midnight Hammer, mobilizou sete bombardeiros B-2, mais de 125 aeronaves de apoio e mais de vinte mísseis de cruzeiro Tomahawk. Em coletiva no dia seguinte, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, destacou a dimensão inédita da operação, que marcou a primeira utilização em combate da bomba GBU-57 Massive Ordnance Penetrator (MOP) — um armamento projetado especificamente para atingir alvos profundamente enterrados. Embora o Irã não disponha atualmente de uma ogiva nuclear, a AIEA (Agência - [Israel testa teoria de que a guerra não pode ser vencida com o poder aéreo sozinho](https://historiamilitaremdebate.com.br/israel-testa-teoria-de-que-a-guerra-nao-pode-ser-vencida-com-o-poder-aereo-sozinho/): Marcus Walker O confronto Israel-Irã é historicamente único. Isso moldará seu resultado – e o futuro da guerra. Israel lança uma onda de novos ataques contra alvos militares e industriais iranianos durante a noite, enquanto o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, diz que a mudança de regime no Irã é “inimaginável”. Foto: Maya Levin/Agência France-Presse/Getty Images Desde a semana passada, a onda e a onda de aviões de guerra israelenses atingiram alvos em todo o Irã – testando os limites do que o poder aéreo sozinho pode alcançar em conflito.  A sabedoria convencional entre os pensadores militares tem sido que - [Ucrânia: Aguardando a Ofensiva Russa de Verão](https://historiamilitaremdebate.com.br/ucrania-aguardando-a-ofensiva-russa-de-verao/): Por Alexandros Boufesis* Em meio a negociações diplomáticas intensas e a um crescente esforço para cumprir as promessas de campanha do presidente Trump, a Rússia parece determinada a fazer a Ucrâniasofrer. Mesmo antes do início dos esforços diplomáticos, que inicialmente visavam um cessar-fogo e o fim da guerra, as exigências russas eram claras. A Rússia considera os territórios de Novorossiya, nomeadamente Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhia, que anexou em setembrode 2022, juntamente com a Crimeia, como territórios da Federação Russa. Apesar da disposiçãodo governo Trump em concordar com a cessão desses territórios, o presidente Zelensky é inflexível quanto à cessão da soberania nacional da Ucrânia, ou seja, ele nem sequer discute o assunto. Dada a intransigência da Rússia e a visão de que Zelensky carece de legitimidade pornão ter prosseguido com a realização de eleições ao final de seu mandato, a Rússia parece estarem meio a preparativos intensos para realizar uma série de ações agressivas com o objetivo final de ocupar mais territórios ucranianos. Afinal, a Rússia deixou bem claro que, se o presidenteZelensky não quiser a cessão dos quatro “Oblasts” (regiões), coisas piores virão, a saber, a perdade mais territórios ucranianos. Na terça-feira, 27/05, segundo a Reuters, citando o governador da região de Sumy, Oleg Khryhorov, o exército russo ocupou as aldeias de Novenke, Bashivka, Veselivka e Zuravka, enquanto o Ministério da Defesa russo afirma que os russos também ocuparam a aldeia de Bilovodi. É claro e consistente com as últimas declarações russas de que os russos querem criaruma zona de segurança dentro da Ucrânia, a fim de preservar a integridade dos territórios russosno futuro e evitar a repetição do cenário de Kursk. É claro que a captura de Kursk pelosucranianos no ano passado foi, em grande parte, “com a bênção” da Rússia, que aplicou a máxima de Napoleão: “Quando seu inimigo estiver pronto para cometer um erro, não o interrompa”. É claro que a captura de Kursk pelos ucranianos e sua reconquista pelos russos nãorepresentam de forma alguma um confronto no contexto da guerra moderna. Pelo contrário, a guerra entre ucranianos e russos tem sido, até agora, o “Benny Hill Show” dos conflitosmodernos. Por onde começar? Com ​​o fato de que os russos, em 2022, se retiraram às pressas de áreas estrategicamente importantes para se concentrarem na suposta captura de Donetsk e Lugansk? Com ​​o fato de a força aérea ucraniana ainda estar em operação? Com ​​a perda da cidade de Kherson em novembro de 2022, por estar dentro do alcance do HIMARS? Com ​​um contra-ataque ucraniano do tipo “Kursk 1943” contra posições russas fortificadas e extensoscampos minados? Com ​​o cerco de Chasov Yar, há mais de um ano, com os russos atacando emondas, como na Primeira Guerra - [Irã 2025 - Como o Líbano 2006: Israel nas garras da utopia das metas objetivas que estabelece](https://historiamilitaremdebate.com.br/ira-2025-como-o-libano-2006-israel-nas-garras-da-utopia-das-metas-objetivas-que-estabelece/): Por Alexandros Boufesis* De acordo com o conhecido provérbio, “Quando se tem um martelo, vê-se cada problema como um prego”, Israel parece tê-lo adotado integralmente, com pequenas interrupções, desde a Operação Mole Cricket 19, em 1982, até as Operações Accountability e Grapes of Wrath, contra o Hezbollah, em 1993 e 1996, respectivamente, e da Segunda Guerra do Líbano, em 2006, até o “11 de setembro do país”, em 7 de outubro de 2023. Essa obsessão coincidiu com a chegada precoce a Israel da subsequente “Revolução dos Assuntos Militares” (RMA) e da doutrina da “Batalha Aeroterrestre”, segundo a qual as guerras - [Reino Unido divulga nova Estratégia de Defesa para enfrentar desafios globais em 2025](https://historiamilitaremdebate.com.br/reino-unido-divulga-nova-estrategia-de-defesa-para-enfrentar-desafios-globais-em-2025/): O Reino Unido anunciou uma Revisão Estratégica de Defesa (SDR) com o objetivo de modernizar suas Forças Armadas diante dos desafios atuais, priorizando a segurança nacional e a inovação tecnológica. O documento reforça a necessidade de um aumento expressivo nos investimentos em defesa, aliado a uma nova parceria mais integrada com a indústria de defesa do país. Esta revisão surge em resposta ao cenário global marcado por crescentes ameaças, como a agressão russa e a instabilidade geopolítica. O governo britânico compromete-se a elevar os gastos militares para 2,5% do PIB até 2027, com a meta de atingir 3% na próxima - [Operação Sindoor mostra a nova fase da estratégia militar indiana contra o Paquistão](https://historiamilitaremdebate.com.br/operacao-sindoor-mostra-a-nova-fase-da-estrategia-militar-indiana-contra-o-paquistao/): Mais uma vez à brecha, a Índia atacou território paquistanês em resposta a um ataque terrorista. Mais uma vez, os dois lados escalaram — novamente a níveis sem precedentes — antes de concordarem com um cessar-fogo. É tentador considerar esta última crise como uma reprodução um pouco maior da crise indo-paquistanesa de 2019, mas na verdade ela sinaliza uma mudança notável na estratégia militar da Índia em relação ao Paquistão, com potenciais implicações graves para crises futuras. A crise mais recente foi deflagrada por um ataque terrorista em Pahalgam, em 22 de abril, que foi especialmente provocativo — e provavelmente - [Ameaças Híbridas e Guerra Política Moderna: A Arquitetura do Conflito Multidomínio](https://historiamilitaremdebate.com.br/ameacas-hibridas-e-guerra-politica-moderna-a-arquitetura-do-conflito-multidominio/): Artigo publicado no portal do Jamestown Foundation, pelo especialista Beniamino Irdi Beniamino: Estamos publicando este texto porque o Sr. Irdi serviu no governo italiano por dezessete anos em várias funções relacionadas a assuntos exteriores e política de segurança, inclusive como assessor especial do ministro das Relações Exteriores da Itália. Durante seu mandato no gabinete do primeiro-ministro italiano, ele ocupou responsabilidades gerenciais e forneceu a altos dirigentes do governo análises e estratégias sobre a competição entre grandes potências, influência maligna estrangeira e a guerra da Rússia contra a Ucrânia. Sua última nomeação no governo foi dedicada a compreender e enfrentar ameaças - [Como as guerras chegam ao fim](https://historiamilitaremdebate.com.br/como-as-guerras-chegam-ao-fim/): As guerras, entendidas como conflitos militares prolongados sustentados pela capacidade combativa das tropas e pelos recursos econômicos das nações envolvidas, costumam terminar de três maneiras: através de uma vitória clara, por meio de um acordo de compromisso ou pela exaustão mútua dos beligerantes. No caso do conflito na Ucrânia, estamos presenciando um cenário onde nenhum dos lados conseguiu alcançar seus objetivos estratégicos completos, levando a um impasse que só pode ser resolvido através de negociações difíceis. A Rússia iniciou esta guerra com a ambição declarada de conquistar toda a Ucrânia, mas após anos de combates só conseguiu consolidar o controle - [O plano final de Trump: quebrar o eixo Rússia-China-Irã, com o estado profundo como pano de fundo](https://historiamilitaremdebate.com.br/o-plano-final-de-trump-quebrar-o-eixo-russia-china-ira-com-o-estado-profundo-como-pano-de-fundo/): Por Alexandro Boufesis Dos esforços sobre-humanos para acabar com a guerra russo-ucraniana e os acordos para a exploração conjunta de terras raras na Rússia e na Ucrânia, ao bombardeio implacável dos Houthis e ameaças de ataques ao Irã, tarifas e a implacável guerra comercial contra a China, para muitos, Trump parece estar “batendo” aqui e ali, mas será que é realmente esse o caso? Como um alto gestor, como o novo presidente americano conseguiu reunir um consórcio diplomático contra ele, formado pelos aliados tradicionais dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que dava comida aos seus críticos mais raivosos, que - [O caminho estreito para um 'novo' Oriente Médio](https://historiamilitaremdebate.com.br/o-caminho-estreito-para-um-novo-oriente-medio/): O caminho estreito para um ‘novo’ Oriente MédioUma Ordem Regional para Conter o Irã de Vez O regime iraniano enfrenta sua crise mais profunda em décadas. A combinação de pressões internas, revezes militares regionais e o colapso de sua rede de aliados colocou Teerã em uma posição de vulnerabilidade sem precedentes desde a Revolução Islâmica de 1979. Enquanto Israel conseguiu golpes estratégicos significativos contra o eixo de resistência iraniano, a administração Trump parece incapaz de capitalizar esse momento histórico, insistindo em uma estratégia unilateral que privilegia a força militar sobre a construção de uma nova ordem regional. A guerra em - [EURODETERRENTE: UMA VISÃO PARA UMA FORÇA NUCLEAR ANGLO-FRANCESA](https://historiamilitaremdebate.com.br/eurodeterrente-uma-visao-para-uma-forca-nuclear-anglo-francesa/): Discussões recentemente publicadas na revista Signal, nas quais altos funcionários da administração Trump admitem “odiar resgatar” os aliados europeus “patéticos”, lançaram novas dúvidas sobre o compromisso dos EUA em defender a Europa. Mesmo antes dessas revelações, o que o primeiro-ministro polonês Donald Tusk descreveu como “uma mudança profunda na geopolítica americana” já havia provocado reavaliações em toda a Europa sobre o futuro da dissuasão nuclear no continente. Nessa nova realidade, os aliados europeus de Washington enfrentam três opções: continuar a confiar em uma garantia de segurança enfraquecida, apoiada pela dissuasão nuclear estendida dos EUA; buscar uma maior proliferação nuclear; ou - [Bombardeio ao Programa Nuclear Iraniano: implicações de uma ação preventiva](https://historiamilitaremdebate.com.br/bombardeio-ao-programa-nuclear-iraniano-implicacoes-de-uma-acao-preventiva/): Em 19 de março, o Washington Institute realizou um fórum virtual com especialistas para discutir os riscos e consequências de um ataque preventivo ao programa nuclear do Irã. Participaram Dana Stroul, Richard Nephew, Michael Eisenstadt e Holly Dagres, cujas análises revelam um cenário complexo, com opções militares e diplomáticas cada vez mais urgentes. O Cenário Atual: Pressão Máxima e Relógio Correndo Segundo Dana Stroul, as primeiras semanas do governo Trump já marcaram mudanças significativas na política em relação ao Irã. Uma ordem executiva reviveu a campanha de “pressão máxima”, enquanto declarações públicas oscilam entre a disposição para usar força militar - [Trump desmantelou a ordem mundial — e deixou os líderes europeus em desespero](https://historiamilitaremdebate.com.br/trump-desmantelou-a-ordem-mundial-e-deixou-os-lideres-europeus-em-desespero/): Artigo publicado recentemente pela BBC traz uma análise contextualizada sobre uma crise de segurança no Ocidente. Para o correspondente da emissora Allan Little, esta é a crise mais grave para a segurança ocidental desde o fim da Segunda Guerra Mundial — e uma que promete perdurar. Especialistas ainda citam que “o trumpismo sobreviverá à sua presidência”. Mas quais nações estão preparadas para assumir a liderança enquanto os EUA recuam? O legado de Truman e o nascimento da ordem ocidental Em fevereiro de 1947, o embaixador britânico em Washington entregou ao secretário de Estado americano, George Marshall, duas mensagens diplomáticas: o - [Expansão da OTAN e da Rússia: desvendando uma 'história de desamor' pós-Guerra Fria à luz de fontes primárias](https://historiamilitaremdebate.com.br/expansao-da-otan-e-da-russia-desvendando-uma-historia-de-desamor-pos-guerra-fria-a-luz-de-fontes-primarias/): Por Angelo Segrillo  Professor associado do Departamento de História/Universidade de São Paulo(USP) Resumo: A expansão da Otan no período pós-Guerra Fria tem sido um dos grandes pomos de discórdia entre a Rússia e o Ocidente desde o período Yeltsin até a era Putin. O presente artigo se propõe a analisar as raízes dessas desavenças ainda na época das negociações entre Gorbachev e os líderes ocidentais sobre o que deveria ser permitido no Leste Europeu em caso de reunificação das Alemanhas. Há diversas controvérsias sobre isso, e uma investigação dos documentos primários liberados ao longo dos últimos anos pode ajudar a - [Classe Dreadnought de Submarinos](https://historiamilitaremdebate.com.br/classe-dreadnought-de-submarinos/): O termo “dreadnought” remonta ao século XVII, significando um guerreiro destemido. No início do século XX, foi atribuído ao HMS Dreadnought, um navio de guerra revolucionário da Marinha Real Britânica, lançado em 1906, que incorporava as mais avançadas inovações navais da época, como um sistema de propulsão a turbina a vapor e um poderoso armamento de canhões de grande calibre.   Em continuidade a essa tradição de inovação, a Marinha Real está desenvolvendo a nova classe de submarinos nucleares lançadores de mísseis balísticos (SSBN), denominada Classe Dreadnought, destinada a substituir os submarinos da Classe Vanguard. Anunciada em 2016, essa classe - [Estados Unidos consideram abrir mão do comando da OTAN?](https://historiamilitaremdebate.com.br/estados-unidos-consideram-abrir-mao-do-comando-da-otan/): Por quase 75 anos, os Estados Unidos assumiram a responsabilidade exclusiva de designar um general de quatro estrelas para supervisionar todas as operações militares da OTAN na Europa — um comando que começou com o herói da Segunda Guerra Mundial e futuro presidente Dwight D. Eisenhower. No entanto, a administração Trump está considerando mudar essa tradição, de acordo com dois funcionários do Departamento de Defesa familiarizados com o planejamento e um relatório do Pentágono revisado pela NBC News. O Pentágono está realizando uma reestruturação significativa dos comandos combatentes e sedes militares dos EUA. Um dos planos em consideração, segundo os - [Análise do navio de assalto anfíbio Sichuan e possíveis utilizações](https://historiamilitaremdebate.com.br/analise-do-navio-de-assalto-anfibio-sichuan-e-possiveis-utilizacoes/): O lançamento do navio de assalto anfíbio Tipo 076 “Sichuan” no final de dezembro de 2024 representa um marco significativo para a Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLAN). Com um tamanho superior ao dos convencionais Tipo 075, o Sichuan destaca-se não apenas pela sua capacidade de assalto anfíbio, mas também por seu potencial para operar como um pequeno porta-aviões voltado para veículos aéreos não tripulados (VANTs). Essa inovação é reforçada pela inclusão de um sistema de catapulta eletromagnética (CATOBAR) semelhante ao encontrado no mais recente porta-aviões chinês, o Fujian. Este artigo analisa as capacidades do Sichuan e - [Por que é hora de reconsiderar um Exército Europeu?](https://historiamilitaremdebate.com.br/por-que-e-hora-de-reconsiderar-um-exercito-europeu/): O cenário geopolítico do século XXI está em rápida transformação, e a Europa se encontra em uma encruzilhada. Com os Estados Unidos cada vez mais voltados para a Ásia, a guerra da Rússia na Ucrânia expondo vulnerabilidades e o fantasma de uma estratégia de defesa fragmentada, a ideia de um exército europeu — há muito descartada como uma fantasia utópica — ressurgiu como uma necessidade pragmática. Este artigo examina por que a Europa deve reconsiderar urgentemente uma força militar unificada, os desafios estruturais e políticos envolvidos e um caminho viável para avançar. Os Catalisadores para a Mudança Os Argumentos a - [Necessidade de um Exército Europeu Comum: resposta à mudança no cenário de segurança?](https://historiamilitaremdebate.com.br/necessidade-de-um-exercito-europeu-comum-resposta-a-mudanca-no-cenario-de-seguranca/): Em recente artigo publicado no portal CSIS (Center for Strategic & International Studies), o pesquisador Max Bergmann levantou uma questão que há muito tem gerado discussão: a ideia de um exército europeu comum. Tese essa que tem sido discutida desde os primórdios do projeto europeu, durante a Guerra Fria. Na década de 1950, a administração Eisenhower chegou a convencer líderes europeus a considerar a criação de uma força militar unificada, mas a proposta foi rejeitada pelo parlamento francês. Desde então, o conceito ressurgiu periodicamente, especialmente com a formação da União Europeia (UE) nos anos 1990, mas sempre enfrentou resistência, principalmente - [Aliados asiáticos podem ser abandonados por Trump?](https://historiamilitaremdebate.com.br/aliados-asiaticos-podem-ser-abandonados-por-trump/): Com a crescente preocupação em relação ao abandono da Ucrânia pelos Estados Unidos e a aparente indiferença em relação aos aliados europeus, os amigos mais próximos da América na Ásia questionam se também serão marginalizados ou deixados de lado. Essa inquietação se intensifica com os sinais de força da China, que recentemente realizou exercícios navais de fogo real ao largo de Taiwan, no Golfo de Tonkin e até mesmo no Mar de Tasman, entre a Austrália e a Nova Zelândia. Em 25 de fevereiro, Taiwan deteve um navio chinês suspeito de cortar um cabo submarino. Os aliados asiáticos estão divididos - [Crise do Sahel: Insurgências Jihadistas e a Necessidade de uma Nova Estratégia](https://historiamilitaremdebate.com.br/crise-do-sahel-insurgencias-jihadistas-e-a-necessidade-de-uma-nova-estrategia/): O Sahel, região que abrange países como Mali, Burkina Faso e Níger, tornou-se o epicentro global da atividade jihadista. Em 2023, a região foi responsável por 26% dos ataques terroristas globais e 47% das mortes relacionadas ao terrorismo. Burkina Faso lidera o ranking de países mais afetados pelo terrorismo, seguido por Mali e Níger. Essa situação alarmante é resultado de insurgências jihadistas que se intensificaram desde 2017, com ataques e mortes triplicando desde 2021. Grupos como o Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado à al-Qaeda, e o Estado Islâmico na Província do Sahel (ISSP) controlam ou contestam grandes áreas, incluindo - [Análise da Presença Militar dos EUA na Europa](https://historiamilitaremdebate.com.br/analise-da-presenca-militar-dos-eua-na-europa/): A presença militar dos Estados Unidos na Europa é uma realidade que remonta ao final da Segunda Guerra Mundial. Desde então, o número de tropas americanas variou bastante, atingindo um pico de aproximadamente 475.000 efetivos na década de 1950, durante a Guerra Fria. Após a dissolução da União Soviética em 1991, esse número caiu para as dezenas de milhares. Em 2025, havia cerca de 84.000 soldados americanos no continente, segundo o Comando Europeu dos EUA (EUCOM). Localização das Forças e Bases Mais de quarenta bases militares dos EUA estão distribuídas pela Europa, desde a Groenlândia até a Turquia. A maioria - [Os últimos desdobramentos do processo de paz para o conflito russo-ucraniano: há uma lógica no caos?](https://historiamilitaremdebate.com.br/os-ultimos-desdobramentos-do-processo-de-paz-para-o-conflito-russo-ucraniano-ha-uma-logica-no-caos/): Marco Antonio de Freitas Coutinho As últimas semanas haviam sido difíceis para Kiev.  De uma perspectiva na qual a Ucrânia teria uma possibilidade de vencer com o apoio dos EUA, nutrida desde fevereiro de 2022, com o início da invasão em larga escala russa, sofreu uma guinada brusca após a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Entretanto, com os desdobramentos na Conferência de Munique e as falas dos representantes do novo governo Trump, nomeadamente de Pete Heghset (Secretário de Defesa), de Marco Rubio (Secretário de Estado) e do Vice-Presidente JD Vance, a perspectiva de Zelensky passou a - [Análise do Míssil Military Knowledge 358: O Primeiro Sistema de Defesa Aérea Baseado em Drones](https://historiamilitaremdebate.com.br/analise-do-missil-military-knowledge-358-o-primeiro-sistema-de-defesa-aerea-baseado-em-drones/): Artigo da SouthFront apresenta o Military Knowledge 358 (MK 358), descrito como o primeiro míssil de defesa aérea do mundo projetado para ser lançado a partir de drones. O míssil superfície-ar 358 é uma munição de defesa aérea avançada que combina as funcionalidades de drones e mísseis. Suas características inovadoras estabeleceram um novo conceito dentro da categoria de mísseis de defesa aérea. O míssil 358 possui um histórico impressionante de sucesso ao abater drones americanos e israelenses na região. O míssil 358 é o primeiro míssil de defesa baseado em UAV do mundo, introduzindo um conceito revolucionário que combina as - [O Poder da Mídia](https://historiamilitaremdebate.com.br/o-poder-da-midia/): No que se entende a comunicação de massa, podemos buscar uma compreensão da construção do Estado atual como o aparato difusor da hegemonia dominante. Isso ocorre através dos instrumentos de reprodução simbólica do sistema de ideias presente. Ciro Marcondes Filho (1989) diz que o jornalismo, normalmente, atua junto com grandes forças econômicas e sociais: um conglomerado jornalístico raramente fala sozinho. Ele é ao mesmo tempo a voz de outros conglomerados econômicos ou grupos políticos que querem dar às suas opiniões subjetivas e particularistas, o foro da objetividade. O jornalismo, ao atuar de acordo com os poderes econômicos e políticos, funciona - [Opinião no The Guardian: 'Há uma doutrina clara de Trump. Quem não enxergar não terá voz para remodelar o mundo '](https://historiamilitaremdebate.com.br/opiniao-no-the-guardian-ha-uma-doutrina-clara-de-trump-quem-nao-enxergar-nao-tera-voz-para-remodelar-o-mundo/): Quanto mais cedo os ex-amigos dos EUA perceberem que a velha ordem global acabou, mais cedo eles podem se organizar para recuperar o poder – a única linguagem que Trump entende A ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos trouxe consigo uma nova abordagem à política externa, marcada por transações, pragmatismo e a rejeição de conceitos tradicionais como “soft power”. É o que diz a colunista do The Guardian, Nesrine Malik. Para ela, enquanto muitos ainda relutam em atribuir coerência às ações de Trump, uma doutrina clara está emergindo, especialmente no que diz respeito às relações internacionais. A - [BREVE CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DO CONFLITO RUSSO-UCRANIANO](https://historiamilitaremdebate.com.br/breve-contextualizacao-historica-do-conflito-russo-ucraniano/): Amanda Marini1 As hostilidades e desentendimentos entre a Rússia e a Ucrânia são anteriores ao início da “Operação Militar Especial” em 24 de fevereiro de 2022. Apesar de serem Estados com profundas raízes históricas, sociais e culturais compartilhadas, desde o desmantelamento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) no Natal de 1991, quando a Ucrânia retomou a sua independência, o país vem tendo um intuito e comportamento de afastamento do seu vizinho do Leste. A partir do século XXI as instabilidades geopolíticas entre os dois Estados passaram a se agravar de fato, com destaque a eclosão da Revolução Laranja, em - [Como a Europa pode responder enquanto Trump e Putin desmontam a Ordem Pós-Guerra](https://historiamilitaremdebate.com.br/como-a-europa-pode-responder-enquanto-trump-e-putin-desmontam-a-ordem-pos-guerra/): A semana passada foi descrita pela revista The Economist como a mais sombria para a Europa desde a queda da Cortina de Ferro. Com a Ucrânia sendo abandonada, a Rússia sendo reabilitada e os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, mostrando-se cada vez menos confiáveis como aliados em tempos de guerra, a segurança europeia enfrenta desafios sem precedentes. Este artigo analisa as implicações dessa crise e as medidas que a Europa precisa adotar para evitar ser vítima de uma nova desordem global. A Europa em um Mundo em Transformação A Europa está enfrentando uma tempestade perfeita de desafios - [Virada na política externa de Trump: análise das consequências para Ucrânia, Europa e Rússia](https://historiamilitaremdebate.com.br/virada-na-politica-externa-de-trump-analise-das-consequencias-para-ucrania-europa-e-russia/): A política externa do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sempre foi marcada por movimentos surpreendentes e, muitas vezes, polêmicos. Desde sua proposta de comprar a Groenlândia até a ideia de anexar o Canadá como o 51º estado americano, Trump frequentemente desafiou as convenções diplomáticas. No entanto, uma de suas ações mais recentes e impactantes foi a mudança abrupta na abordagem em relação à Ucrânia e à Rússia, que pode redefinir as relações internacionais dos EUA com a Europa e Moscou. Este artigo analisa essa virada na política externa de Trump, com base em um conteúdo publicado no Economic Times. - [Submarinos Scorpène: um marco para a Defesa Nacional](https://historiamilitaremdebate.com.br/submarinos-scorpene-um-marco-para-a-defesa-nacional/): *Por Naval Group Os submarinos da classe Scorpène representam um avanço significativo para as Marinhas do Brasil e do mundo, incorporando tecnologias modernas de propulsão, furtividade e capacidade de ataque. Equipados com sistemas de combate avançados, sensores de última geração e capacidade de operação em diferentes profundidades, esses submarinos são essenciais para monitoramento, dissuasão e resposta rápida a ameaças marítimas. O sucesso internacional comprova sua eficácia, sendo utilizado pelas Marinhas do Brasil, Chile, Índia e Malásia, principalmente pelas suas características de discrição, facilidade de uso, adaptabilidade aos requisitos das Marinhas, capacidade de modernização e automação. A soberania marítima do Brasil - [Em 2014, artigo abordava retorno da geopolítica e a vingança dos poderes revisionista](https://historiamilitaremdebate.com.br/em-2014-artigo-abordava-retorno-da-geopolitica-e-a-vinganca-dos-poderes-revisionista/): O ano de 2014 marcou o retorno das rivalidades geopolíticas ao centro do palco internacional. Desde a anexação da Crimeia pela Rússia até as disputas territoriais no Mar da China Meridional, passando pela crescente assertividade do Japão e pela influência do Irã no Oriente Médio, o mundo testemunhou uma série de movimentos que relembram as disputas de poder clássicas. Esse cenário contrasta com a visão otimista que prevaleceu após o fim da Guerra Fria, quando muitos acreditaram que a geopolítica daria lugar a uma ordem global baseada em cooperação, comércio e governança multilateral. Este artigo é uma compilação do conteúdo - [Análise estratégica sobre os instintos maquiavélicos de Donald Trump](https://historiamilitaremdebate.com.br/analise-estrategica-sobre-os-instintos-maquiavelicos-de-donald-trump/): A ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2025 trouxe consigo uma abordagem política que muitos comparam às lições de Niccolò Machiavelli, o filósofo e estrategista renascentista. Em um artigo publicado em 14 de fevereiro de 2025, intitulado “Donald Trump’s Machiavellian Instincts”, o autor James Holmes explora como o novo presidente parece aplicar dois princípios fundamentais do pensamento maquiavélico: a dificuldade de implementar mudanças profundas e a necessidade de agir rapidamente contra os inimigos. Este artigo analisa essas ideias defendidas por Holmes e como elas se refletem nas ações de Trump. Maquiavel além do estereótipo Antes de - [França e o novo porta-aviões PANG: um projeto obsoleto ou uma necessidade estratégica?](https://historiamilitaremdebate.com.br/franca-e-o-novo-porta-avioes-pang-um-projeto-obsoleto-ou-uma-necessidade-estrategica/): A França está prestes a embarcar em um dos projetos militares mais ambiciosos e caros de sua história: o Porte-Avions de Nouvelle Génération (PANG), um novo porta-aviões nuclear que deve substituir o envelhecido Charles de Gaulle. No entanto, como destacado no artigo “France’s New Aircraft Carrier Summed Up In 5 Words”, publicado em fevereiro de 2025 no portal “The National Interest”, o projeto é alvo de críticas contundentes. A questão central é: em uma era de guerras cada vez mais automatizadas e dominadas por drones, investir bilhões em um porta-aviões tradicional ainda faz sentido? Contexto sobre a obsolescência dos “Legacy Platforms” - [O emprego pela Rússia de veículos terrestres remotamente pilotados na Guerra na Ucrânia](https://historiamilitaremdebate.com.br/o-emprego-pela-russia-de-veiculos-terrestres-remotamente-pilotados-na-guerra-na-ucrania/): A Guerra Russo-Ucraniana tem mostrado a intensificação do uso de Veículos Terrestres Remotamente Tripulados (VTRT) pelas forças russas, sinalizando uma evolução tecnológica e tática significativa. Autor: Marco Antonio de Freitas Coutinho* Introdução Os sistemas mecatrônicos militares (SMM) estão no cerne da atual revolução tecnológica militar. Temos acompanhado sua rápida evolução e amplo emprego no decorrer destes três anos da Guerra Russo-Ucraniana. O cada vez mais intensivo aumento do emprego pelos Exércitos russo e ucraniano de sistemas de armas como mísseis (Iskander, Oreshnik, ATACMS, HIMARS), munições inteligentes (Lancet) e, principalmente, os veículos autônomos, semiautônomos e remotamente pilotados, têm transformado rapidamente a - [Inovação na Defesa: como medir o sucesso em um cenário complexo?](https://historiamilitaremdebate.com.br/inovacao-na-defesa-como-medir-o-sucesso-em-um-cenario-complexo/): A inovação é um pilar essencial para a manutenção da superioridade militar, especialmente em um cenário global onde as ameaças evoluem rapidamente e os orçamentos de defesa permanecem estagnados. No entanto, um dos maiores desafios enfrentados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) é a falta de métricas claras para avaliar se as organizações encarregadas de promover a inovação estão, de fato, cumprindo seus objetivos. Este artigo analisa o conteúdo publicado no site War on the Rocks, que discute essa problemática, e propõe uma reflexão sobre como a inovação na defesa pode ser medida de forma eficaz. O contexto da - [Análise sobre a expansão naval da China e o novo submarino misterioso](https://historiamilitaremdebate.com.br/analise-sobre-a-expansao-naval-da-china-e-o-novo-submarino-misterioso/): A China tem chamado a atenção do mundo nos últimos anos devido à sua rápida expansão e modernização naval. Um dos aspectos mais intrigantes dessa expansão é a capacidade do país de desenvolver e lançar submarinos sem que o Ocidente tenha conhecimento prévio. Recentemente, mais um exemplo dessa prática surgiu: um novo submarino, ainda não identificado, foi avistado em um estaleiro no sul da China, gerando especulações sobre suas características e propósitos. O submarino foi detectado por meio de imagens de satélite no estaleiro de Guangzhou, uma instalação tradicionalmente associada à construção de navios de superfície, e não de submarinos. - [Anthony Blinken: soluções para Gaza e os desafios da Ucrânia](https://historiamilitaremdebate.com.br/anthony-blinken-solucoes-para-gaza-e-os-desafios-da-ucrania/): Na entrevista concedida à jornalista Christiane Amanpour, o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, abordou questões centrais de política externa, incluindo a situação em Gaza e a guerra na Ucrânia. Sobre Gaza, Blinken reiterou a posição dos EUA contra uma ocupação permanente por Israel, enfatizando a necessidade de um acordo pós-conflito que garanta segurança aos israelenses sem o retorno do Hamas ao poder. Ele destacou o compromisso americano com o respeito ao direito internacional, reconhecendo os desafios enfrentados devido à complexidade do ambiente em Gaza, onde civis estão presos em um território controlado pelo Hamas. Apesar de críticas e - [Ataque preventivo ou espera estratégica? O dilema de Israel sobre o Irã](https://historiamilitaremdebate.com.br/ataque-preventivo-ou-espera-estrategica-o-dilema-de-israel-sobre-o-ira/): O programa nuclear do Irã está avançando rapidamente, representando uma ameaça crescente à estabilidade do Oriente Médio e ao equilíbrio geopolítico global. Esta é a conclusão do correspondente e analista de assuntos militares baseado em Israe, Yaakov Lappin. De acordo com o relatório do Instituto de Ciência e Segurança Internacional, publicado em 21 de novembro, o Irã já possui urânio suficiente para produzir material de grau militar para até 10 armas nucleares em um mês e 16 armas em cinco meses. Além disso, o país poderia gerar 25 quilos de urânio de grau militar – quantidade suficiente para uma bomba - [Análise das atividades de inteligência naval do Irã no Mar Vermelho e Águas Adjacentes](https://historiamilitaremdebate.com.br/analise-das-atividades-de-inteligencia-naval-do-ira-no-mar-vermelho-e-aguas-adjacentes/): O monitoramento de dois navios sancionados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos atraiu grande atenção da comunidade marítima devido às suas atividades de inteligência associadas às operações do Irã. No entanto, não são apenas esses dois navios que desempenham papéis críticos na coleta de informações para ataques a embarcações mercantes. Este artigo examina os detalhes dessas atividades, abordando o impacto geopolítico e estratégico. Navios MV Saviz e MV Behshad: Estacionários e Vigilantes Os navios MV Saviz e MV Behshad, controlados pelo grupo estatal Islamic Republic of Iran Shipping Line Group (IRISL), mantiveram posições estacionárias próximas ao Banco Dahlak, dentro das águas territoriais da Eritreia, desde - [Interesse americano pela Groelândia pode não ser um bom negócio](https://historiamilitaremdebate.com.br/interesse-americano-pela-groelandia-pode-nao-ser-um-bom-negocio/): O debate sobre o futuro geopolítico da Groenlândia ganhou novo fôlego após declarações controversas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que em ocasiões passadas manifestou interesse em adquirir a ilha. O tema abordado por especialistas, incluindo o professor associado ao Royal Danish Defence College, Jon Rahbek-Clemmensen, em artigo no portal War on The Rocks, reflete as complexidades e os desafios de tal proposta, especialmente no contexto das relações internacionais entre os EUA, a Dinamarca e a Groenlândia. Contexto Geopolítico e Propostas de Aquisição Em uma coletiva de imprensa em 7 de janeiro, Donald Trump, ainda como presidente eleito, não - [Sobre causas e consequências da queda do regime de Bashar Al Assad na Síria: uma reflexão crítica ](https://historiamilitaremdebate.com.br/sobre-causas-e-consequencias-da-queda-do-regime-de-bashar-al-assad-na-siria-uma-reflexao-critica/): Por Rodolfo Queiroz Laterza[1] https://southfront.press/military-situation-in-syria-on-december-28-2024-map-update/ 1. Introdução  O mundo foi surpreendido no início de dezembro pelo rápido colapso do Estado sírio sob regime de Bashar Al Assad, a partir de uma ofensiva impulsionada por facções insurgentes islâmicas radicais lideradas pela Organização da Libertação do Levante ( Hayat Tahrir al-Sham – HTS) e o Exército Nacional Sírio, apoiado, financiado e estruturado pela Turquia , composto por diversos grupos alinhados com os turcos.  Em apenas duas semanas, rebeldes sírios avançaram de seu enclave no noroeste, capturaram uma série de cidades importantes e chegaram à capital, Damasco, derrubando o presidente Bashar al-Assad, 13 - [Primeira vitória da Força de Ataque totalmente robótica da Ucrânia](https://historiamilitaremdebate.com.br/primeira-vitoria-da-forca-de-ataque-totalmente-robotica-da-ucrania/): Recentemente, uma brigada da Guarda Nacional Ucraniana executou uma operação conjunta inédita utilizando robôs, combinando drones terrestres e aéreos para um ataque às posições russas na região de Kharkiv, no norte da Ucrânia. Segundo um porta-voz da 13ª Brigada da Guarda Nacional, a operação envolveu dezenas de unidades de equipamentos robóticos e não tripulados simultaneamente em uma pequena seção da linha de frente. Este feito tecnológico impressionante, no entanto, também expõe uma preocupação crescente sobre as limitações das forças ucranianas, que enfrentam desafios significativos devido à escassez de pessoal e recursos. O Contexto Operacional e a Desproporção de Forças A - [Os principais aviões de apoio de tropa da Força Aérea Brasileira e sua importância estratégica ](https://historiamilitaremdebate.com.br/os-principais-avioes-de-apoio-de-tropa-da-forca-aerea-brasileira-e-sua-importancia-estrategica/): Por D.hc.Prof.hist.esp Luiz Otavio da Silva Santos Jr Resumo Este artigo aborda os principais aviões de apoio de tropa da Força Aérea Brasileira (FAB), analisando suas características técnicas e sua relevância estratégica para a defesa nacional. Além de descrever os modelos mais utilizados, como o Embraer C-390 Millennium, o Lockheed Martin C-130 Hercules e o CASA C-105 Amazonas, discute-se a importância desses meios na projeção de poder e no auxílio humanitário em áreas remotas. Por fim, destaca-se como a FAB tem modernizado sua frota para atender aos desafios contemporâneos. Introdução O transporte aéreo é uma ferramenta fundamental para garantir a - [Íntegra da coletiva de imprensa do presidente russo Vladimir Putin](https://historiamilitaremdebate.com.br/integra-da-coletiva-de-imprensa-do-presidente-russo-vladimir-putin/): Vladimir Putin: boa noite! Por favor, quais as perguntas? Elena Abramova: boa noite, Vladimir Vladimirovich! Empresa Mir TV e Rádio, Ekaterina Abramova. Todo o dia de ontem foi dedicado à cúpula informal dos países da Comunidade de Países da Eurásia, e você passou o dia inteiro com seus colegas presidenciais. Hoje, podemos dizer que já é uma cúpula em grande escala, a cúpula da EAEU, e com uma grande agenda. Diga-me, que resultados desses dois dias você gostaria de comemorar? Vladimir Putin: Você sabe, não é sobre os resultados de dois dias, é sobre os resultados do ano. Existem indicadores, - ['Nunca me senti assim na China antes': uma análise do colunista Thomas L. Friedman, no NY Time](https://historiamilitaremdebate.com.br/nunca-me-senti-assim-na-china-antes-uma-analise-do-colunista-carl-de-keyzer-no-ny-time/): Houve muitas sobrancelhas levantadas e risadas silenciosas este mês quando o presidente eleito Donald Trump convidou o presidente Xi Jinping para sua posse em Washington. Líderes estrangeiros não comparecem às nossas inaugurações, é claro, mas acho que a ideia de Trump foi realmente boa. Tendo acabado de voltar de uma viagem à China, posso dizer que, se eu estivesse fazendo um desenho das relações entre nossos dois países hoje, seriam dois elefantes olhando um para o outro através de um canudo. Isso não é bom. Porque, de repente, os EUA e a China têm muito mais a conversar do que - [Controle de Choke Points e Estreitos garante poder e influência geopolítica](https://historiamilitaremdebate.com.br/controle-de-choke-points-e-estreitos-garante-poder-e-influencia-geopolitica/): Por Pedro Moraes Os choke points e estreitos são pontos de estrangulamento no comércio marítimo global, por onde passam fluxos enormes de mercadorias, como petróleo, grãos, fertilizantes, eletrônicos etc. O controle dessas passagens estratégicas garante poder e influência geopolítica e qualquer interrupção nesses pontos, seja por conflitos, desastres naturais ou acidentes, causa disrupção nas cadeias de suprimentos globais, impactando preços, disponibilidade de produtos e, consequentemente, o nosso dia a dia. Problemas de cunho geopolítico como o ocorrido no estreito de Bab al-Mandeb (Mar Vermelho) e climáticos no Canal do Panamá causam diveros problemas no tráfego marítimo internacional e sempre são acompanhados - [Ucrânia: o ponto de inflexão no eixo China-Rússia](https://historiamilitaremdebate.com.br/ucrania-o-ponto-de-inflexao-no-eixo-china-russia/): O conflito em curso na Ucrânia tem provocado mudanças profundas nas dinâmicas de poder global, sendo uma das mais significativas o estreitamento da parceria entre China e Rússia. É o que apresenta Niklas Swanström, diretor do Instituto de Política de Segurança e Desenvolvimento, com sede em Estocolmo, Suécia, em artigo recente publicado no site do United States Institute of Peace. Embora essa relação tenha raízes históricas entre ambos os países, sua evolução recente representa uma ruptura com padrões anteriores de cooperação. O que antes era um relacionamento transacional e de conveniência está se transformando em um alinhamento estratégico mais duradouro, - [Como a geopolítica afeta o complexo comércio internacional de grãos](https://historiamilitaremdebate.com.br/como-a-geopolitica-afeta-o-complexo-comercio-internacional-de-graos/): Por Pedro Moraes O transporte marítimo de grãos tem sido crucial para o comércio global desde os tempos antigos, como evidenciado pelo transporte de grãos da Grécia antiga para alimentar as cidades em crescimento e o uso de navios de grãos especializados pelo Império Romano para importar grãos do norte da África, Sicília e Egito. O transporte marítimo continua sendo vital para o comércio internacional de grãos e produtos agrícolas hoje, com volumes possivelmente ultrapassando 500 milhões de toneladas anuais considerando diferentes tipos de grãos, principalmente do Brasil, Estados Unidos, Austrália e Argentina para a Europa e o Extremo Oriente. - [Discurso de Vladimir Putin na Reunião do Conselho de Estado (em 20/12)](https://historiamilitaremdebate.com.br/discurso-de-vladimir-putin-na-reuniao-do-conselho-de-estado-em-20-12/): O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez um discurso na Reunião do Conselho de Estado, englobando diferentes temas. Dentre os pontos a se destacar, o mandatário russo tratou de um problema local que considera-se muito crítico: a baixa taxa de natalidade no país. E aponta o fortalecimento da família como solução. Separamos o trecho onde ele trata disso: “Meus colegas da Duma disseram que nosso país possui uma taxa de natalidade de 1,6%, o que não é suficiente, porque significa extinção. A taxa de reprodução mínima é de 2,1%. A reprodução ampliada é de 2,3%. Devemos nos esforçar para isso. - [A nova dinâmica das Alianças entre Europa e Indo-Pacífico](https://historiamilitaremdebate.com.br/a-nova-dinamica-das-aliancas-entre-europa-e-indo-pacifico/): A possibilidade de Donald Trump retornar à presidência dos Estados Unidos em 2025 levanta questionamentos sobre o futuro das relações de segurança entre os EUA e seus aliados na Europa e no Indo-Pacífico. É o que aponta recente artigo assinado pelos analistas Lotje Boswinkel, Luis Simón, Alexander Lanoszka e Hugo Meijer, publicado no portal War on The Rocks. Nos últimos anos, os países que fazem parte das alianças dos EUA nessas regiões têm fortalecido suas conexões, formando uma rede de segurança cada vez mais integrada. Isso é visível, por exemplo, na crescente cooperação da OTAN com seus parceiros do Indo-Pacífico - [Reino Unido considera desativar porta-aviões de 3 bilhões de euros para reduzir custos](https://historiamilitaremdebate.com.br/reino-unido-considera-desativar-porta-avioes-de-3-bilhoes-de-euros-para-reduzir-custos/): A Marinha Real do Reino Unido pode enfrentar uma reestruturação significativa caso uma recente proposta do Tesouro britânico seja aprovada. De acordo com fontes da imprensa, o governo está considerando desativar um dos dois porta-aviões da classe Queen Elizabeth como parte de uma revisão estratégica de defesa. Esses porta-aviões, que representam o ápice da tecnologia naval e o maior investimento na história da Marinha Real, custaram mais de £3 bilhões cada. Implicações estratégicas Os porta-aviões da classe Queen Elizabeth, que incluem o HMS Queen Elizabeth e o HMS Prince of Wales, são as embarcações mais avançadas e grandes já construídas - [O peso da burocracia no Exército dos EUA](https://historiamilitaremdebate.com.br/o-peso-da-burocracia-no-exercito-dos-eua/): Excesso de generais e staffs inflacionados reduzem a capacidade operacional das forças armadas Recente artigo escrito pelo pesquisador e professor no Instituto de Estudos Estratégicos do U.S. Army War College, John R. Deni, traz um panorama sobre o Exército dos Estados Unidos, que enfrenta dificuldades para atender às exigências da Estratégia de Defesa Nacional com a atual quantidade de pessoal autorizada. O conteúdo está disponível no portal The Defense One. Um dos principais problemas apontadors pelo analista é o aumento do número de quartéis-generais e de funcionários, muitos dos quais não existiam nem durante a Segunda Guerra Mundial, nem nos - [HMD participa de audiência sobre Brics na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara](https://historiamilitaremdebate.com.br/editor-do-hmd-participa-de-audiencia-na-comissao-de-relacoes-exteriores-da-camara/): Na audiência pública realizada na terça-feira (10) pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, especialistas destacaram a importância do engajamento econômico do Brasil no Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos. O debate foi um marco para discutir o papel do país no bloco, com ênfase nas oportunidades comerciais e a necessidade de uma agenda própria para o Brasil, sem alinhamentos ideológicos. O Editor do HMD, Ricardo Cabral, foi um dos convidados para a disucssão. A presidência do Brics em 2025, - [Qual a capacidade americana de suportar uma guerra prolongada?](https://historiamilitaremdebate.com.br/qual-a-capacidade-americana-de-suportar-uma-guerra-prolongada/): Em recente artigo dos analistas David Barno e Nora Bensahel, publicado no portal War on the Rocks, levanta-se a discussão dos desafios que os Estados Unidos enfrentariam em um cenário de guerra prolongada contra adversários militarmente avançados, como a China ou a Rússia. Com base nas lições extraídas da guerra na Ucrânia, os autores argumentam que os EUA devem abandonar a crença em guerras rápidas e decisivas, revisando sua estratégia para incluir conflitos de longa duração que exigem preparação militar, econômica e social muito mais abrangente. Abordagem essa que desafia pressupostos tradicionais da política de defesa americana e apresenta questões - [Um estudo crítico sobre a operação das Forças Ucranianas em Kursk](https://historiamilitaremdebate.com.br/um-estudo-critico-sobre-a-operacao-das-forcas-ucranianas-em-kursk/): Por Rodolfo Queiroz Laterza A invasão das forças ucranianas empreendida em 06 de agosto causou profundo impacto na dinâmica das batalhas em todo perímetro operacional da guerra e acabou por influenciar os avanços mais tangíveis dos russos no teatro de operações em diferentes setores. A estratégia do comando russo foi inicialmente impedir que as forças ucranianas móveis invadissem profundamente o interior do território russo para expandir a cabeça de ponte em largura, ao mesmo tempo que buscava destruir ao máximo os veículos blindados implantados pelas unidades de combate ucranianas e complicava a logística nos locais onde as Forças Armadas Ucranianas - [Os desafios da Defesa americana para fazer frente a Rússia e China](https://historiamilitaremdebate.com.br/os-desafios-da-defesa-americana-para-fazer-frente-a-russia-e-china/): “A guerra que se aproxima será uma guerra tecnológica. Os maiores inovadores do país sentem que há um enorme descompasso entre o que o ecossistema militar dos EUA pode produzir e o que seria possível se envolvêssemos civis no desenvolvimento de sistemas de armas para tecnologias críticas… A única solução é terceirizar o desenvolvimento de sistemas de armas avançados para fora dos serviços tradicionais e do ecossistema governamental, transferindo esse desenvolvimento para os civis.” — Vannevar Bush ao Presidente Roosevelt em 1940 Em recente artigo escrito por Steve Blank, no site War on the Rocks, uma reflexão levanta a questão - [Fragilidades na relação China-Rússia trazem reflexões sobre futuro](https://historiamilitaremdebate.com.br/por-tras-da-alianca-as-fragilidades-na-relacao-china-russia/): A guerra da Rússia na Ucrânia trouxe à tona a dinâmica da relação entre China e Rússia, que tem se fortalecido ao longo dos últimos anos, mas também enfrenta desafios estratégicos significativos. Em fevereiro de 2022, semanas antes da invasão da Ucrânia, os presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin se encontraram em Pequim e assinaram uma declaração conjunta histórica, afirmando que a relação entre os dois países “não tem limites” e que não há “áreas proibidas de cooperação” entre eles. Essa parceria tem sido moldada por uma série de fatores, mas também carrega custos e questões que podem alterar essa - [A Europa tem um desafio pela frente: salvar a OTAN](https://historiamilitaremdebate.com.br/a-europa-tem-um-desafio-pela-frente-salvar-a-otan/): Em um cenário geopolítico marcado por incertezas e tensões crescentes, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enfrenta um grande desafio: garantir sua relevância e eficácia diante das mudanças na ordem mundial. Esta é a temática de um artigo elaborado pelos analistas Hans Binnendijk e Timo S. Koster, que definem a eleição de Donald Trump, com suas posições ambíguas em relação à aliança, como um sinal de alerta sobre o futuro da OTAN e uma necessidade de resposta contundente da Europa. Diante desse contexto, para os analistas a Europa necessita assumir um papel mais proativo na sua própria segurança. - [China desafia o domínio do dólar com emissão de títulos na Arábia Saudita](https://historiamilitaremdebate.com.br/china-desafia-o-dominio-do-dolar-com-emissao-de-titulos-na-arabia-saudita-um-jogo-de-xadrez-geopolitico/): Introdução A recente emissão de títulos soberanos em dólares pela China na Arábia Saudita, subscrita em um montante recorde, está gerando ondas de choque nos mercados financeiros globais e acirrando a disputa geopolítica entre as duas maiores potências econômicas do mundo. A manobra chinesa, além de representar um desafio direto ao domínio do dólar americano, sinaliza uma nova fase na disputa por influência global. A emissão de títulos: mais do que uma operação financeira À primeira vista, a emissão de US$ 2 bilhões em títulos soberanos pode parecer uma operação financeira comum. No entanto, ao analisar os detalhes da transação, - [Estados Unidos planejam ações estratégicas em eventual confronto com a China](https://historiamilitaremdebate.com.br/estados-unidos-planejam-acoes-estrategicas-em-eventual-confronto-com-a-china/): Para os analistas Evan Montgomery e Julian Ouellet, em artigo publicado no portal War on the Rocks, os Estados Unidos enfrentam o desafio de compensar sua estratégia militar diante da possibilidade de um confronto prolongado com a China, especialmente no caso de uma invasão de Taiwan. Apesar do foco em uma resposta rápida e decisivamente, aumenta as preocupações de que essa abordagem possa deixar Washington vulnerável em um cenário de desgaste contínuo, típico de conflitos entre grandes potências. Nos últimos anos, a estratégia de defesa americana tem priorizado ações para degradar rapidamente uma invasão chinesa, apostando em objetivos operacionais ambiciosos, - [Aliança Talibã-Haqqani-Al Qaeda ajusta estratégias diante de mudanças na política externa dos EUA](https://historiamilitaremdebate.com.br/alianca-taliba-haqqani-al-qaeda-ajusta-estrategias-diante-de-mudancas-na-politica-externa-dos-eua/): A analista Sarah Adams trouxe importante visão sobre as estratégias adotadas pela aliança entre o Talibã, a rede Haqqani e a Al-Qaeda em resposta à eleição presidencial dos EUA e possíveis mudanças na política externa americana. A tríade tem intensificado a segurança em áreas-chave no Afeganistão, realocando membros importantes da Al-Qaeda e restringindo o acesso a zonas militares. Além disso, tem manobrado politicamente, ativando lobbies e ampliando a propaganda sobre a ameaça do ISKP para melhorar sua imagem internacional e fortalecer negociações com o Ocidente. As ações incluem também planos de contingência para reforçar as defesas e projetar estabilidade, com - [Recrutamento de russos para a África: como funciona atualmente](https://historiamilitaremdebate.com.br/recrutamento-de-russos-para-a-africa-como-funciona-atualmente/): Após a morte de Yevgeny Prigozhin, líder do Grupo Wagner, em 2023, o Ministério da Defesa da Rússia (MOD) tomou medidas rápidas para substituir as operações do grupo mercenário na África por uma nova unidade chamada “Corpo de Exército da África”. Essa transição não só absorveu ex-mercenários do Wagner, mas também seus recrutadores, que mudaram de aliança para o MOD, continuando a recrutar para a nova formação. O Corpo de Exército da África, que iniciou oficialmente seus esforços de recrutamento no final de 2023, inicialmente tinha como meta recrutar 20.000 soldados para implantação em cinco países africanos: Burkina Faso, Líbia, - [Novo mandato de Trump pode redirecionar cenário no Oriente Médio](https://historiamilitaremdebate.com.br/novo-mandato-de-trump-pode-redirecionar-cenario-no-oriente-medio/): Expectativa de continuidade e desafios renovadores A eleição de Donald Trump para um novo mandato presidencial, com posse prevista para janeiro de 2025, é recebida de formas divergentes no Oriente Médio. Enquanto aliados tradicionais como Israel e Egito demonstram otimismo, países como Catar, Irã e outros membros do “Eixo de Resistência” optaram por uma postura diplomática de “indiferença política”. Especialistas apontam que Trump tende a retomar uma abordagem peculiar para a região, marcada por sua busca por acordos de alto impacto. “Ele quer se apresentar como um grande mediador”, analisa Neil Quilliam, do Chatham House, indicando que os planos do - [Israel enfrenta limites no Líbano: operação terrestre expõe vulnerabilidades militares e políticas](https://historiamilitaremdebate.com.br/israel-enfrenta-limites-no-libano-operacao-terrestre-expoe-vulnerabilidades-militares-e-politicas/): Ferhat Tutkal – O autor é um jornalista que trabalha para a editoria estrangeira da TRT News e um Ph.D. estudante em Ciências Sociais da Universidade de Ancara (ASBÜ) em Estudos do Oriente Médio. Conflito com Hezbollah: impasse no Líbano aprofunda desafios para Israel A incursão terrestre de Israel no sul do Líbano, iniciada em outubro de 2024, revelou-se um desafio estratégico significativo. Após ataques aéreos e assassinatos direcionados a líderes do Hezbollah, incluindo o secretário-geral da organização, Israel esperava enfraquecer o grupo e avançar em território libanês. No entanto, a forte resistência encontrada no campo transformou a operação em - [Euronaval 2024: ADSB e SIATT unem forças para equipar RABDAN FA-400 com sistema de mísseis MANSUP](https://historiamilitaremdebate.com.br/euronaval-2024-adsb-e-siatt-unem-forcas-para-equipar-rabdan-fa-400-com-sistema-de-misseis-mansup/): A Euronaval 2024, realizada em Paris, foi palco de um acordo estratégico entre a ADSB, integrante do Grupo EDGE, e a brasileira SIATT. A parceria visa integrar o lançador de mísseis superfície-superfície (SSM) MANSUP ao navio de ataque rápido RABDAN FA-400, consolidando a colaboração entre os dois países no setor de defesa. Parceria estratégica entre ADSB e SIATT O contrato, assinado por David Massey, CEO da ADSB, e Paulo Salvador, Diretor Comercial da SIATT, formaliza o uso do sistema MANSUP, reconhecido por sua precisão e alcance em combate naval moderno. A iniciativa destaca o compromisso de ambas as empresas com - [A 'arte do pacto' entre Ucrânia e Europa](https://historiamilitaremdebate.com.br/a-arte-do-pacto-entre-ucrania-e-europa/): Análise de Luis Simón e Lotje Boswinkel A possível volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos traz novas dinâmicas ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Durante a campanha, o ex-presidente prometeu encerrar a guerra antes mesmo de ser empossado, mas se recusou a detalhar suas estratégias, alegando que revelar seus planos enfraqueceria sua posição nas negociações. A possibilidade de um acordo de paz impulsionado por Trump levanta preocupações significativas, especialmente entre os aliados europeus. Preocupações e interesses estratégicos Uma das maiores inquietações é que Trump priorize a retirada dos Estados Unidos do conflito em troca de concessões territoriais - [O Vinho nas Legiões Romanas](https://historiamilitaremdebate.com.br/o-vinho-nas-legioes-romanas/): Por Prof.histor.esp:Luiz Otavio da Silva Santos Jr Introdução O Império Romano, um dos maiores e mais poderosos da História, não foi apenas definido por suas conquistas territoriais, mas também pela sofisticada organização social e pelas práticas culturais que permeavam todos os aspectos da vida cotidiana. Entre os vários elementos que marcaram a identidade romana, o vinho e a uva desempenharam um papel crucial, não apenas como um produto de consumo, mas como um símbolo de status, união e, até mesmo, força nas legiões romanas. A Produção de Vinho na Roma Antiga O cultivo da uva e a produção de vinho - [Terrorismo dos Houthis nos mares torna-se uma renda milionária para o grupo no Iêmen](https://historiamilitaremdebate.com.br/terrorismo-maritimo-dos-houthis-uma-renda-milionaria-para-o-grupo-no-iemen/): Estariam os Houthis atacando navios por solidariedade ao sofrimento dos moradores de Gaza ou por outras razões? Segundo Grisha Yakubovich, a resposta está longe de ser altruísta. O grupo, que tem praticado terrorismo marítimo no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, obtém lucros lucrativos com essa prática. Uma equipe de investigação do Comitê de Sanções sobre o Iêmen do Conselho de Segurança da ONU descobriu que os Houthis arrecadaram cerca de 180 milhões de dólares mensais em “taxas” de agências de navegação, que pagam para evitar ataques aos seus navios comerciais na região. Relatórios árabes revelam que a equipe - [Como o conflito na Ucrânia tornou-se uma guerra mundial: desafios crescentes de pôr fim ao conflito](https://historiamilitaremdebate.com.br/como-o-conflito-na-ucrania-tornou-se-uma-guerra-mundial-desafios-crescentes-de-por-fim-ao-conflito/): A invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, não foi apenas um ato de agressão militar, mas um evento de magnitude global. A tentativa da Rússia de aniquilar a soberania ucraniana gerou um impacto devastador, não apenas na Europa, mas em todo o planeta. Milhões de refugiados fugiram para outros países, o preço dos combustíveis e dos fertilizantes disparou, e a produção de grãos foi interrompida, afetando o fornecimento mundial. E, conforme a guerra se arrasta para seu terceiro ano, suas repercussões internacionais se expandem, trazendo à tona novas dinâmicas de poder e alianças. Nos primeiros meses do - [A História Naval e o Cinema](https://historiamilitaremdebate.com.br/a-historia-naval-e-o-cinema-3/): Filme: 300 : A Ascensão do Império (2014) Diretor: Noam Murro Atores Principais: Eva Green, Sullivan Stapleton, Rodrigo Santoro, Callan Mulvey, Hans Matheson e Lena Headey. Disponível em: Amazon Prime Sérgio Vieira Reale Capitão-de-Fragata (RM1) A História Naval diz respeito a guerra no mar. O cinema é arte e entretenimento, e nesse sentido, tem liberdade artística para narrar um fato histórico, que pode se afastar, em menor ou maior grau, da verdade documental. Por outro lado, existe uma responsabilidade de como se leva a história para o cinema. Muitas pessoas não farão uma pesquisa sobre aquele fato ou figura histórica - [OTAN lança maior exercício nuclear da década: uma resposta estratégica às ameaças da Rússia](https://historiamilitaremdebate.com.br/otan-lanca-maior-exercicio-nuclear-da-decada-uma-resposta-estrategica-as-ameacas-da-russia/): Por Prof.Hist.Esp Luiz Otávio A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) deu início ao que é considerado o maior exercício nuclear da última década, mobilizando mais de 2.000 militares e 60 aeronaves. O evento, que ocorre em meio a crescentes tensões geopolíticas com a Rússia, visa testar a prontidão da aliança frente a ameaças nucleares e reafirmar o compromisso dos países membros com a defesa coletiva. Intitulado “Preparação Conjunta”, o exercício simula uma série de cenários envolvendo ataques nucleares, abrangendo desde a detecção e resposta a ameaças até operações de desmobilização. A iniciativa reflete uma preocupação crescente entre os - [Guerra da Lagosta: O Conflito Diplomático entre Brasil e França](https://historiamilitaremdebate.com.br/guerra-da-lagosta-o-conflito-diplomatico-entre-brasil-e-franca/): Por Prof.hist.esp Luiz Otavio da Silva Introdução Nos anos 1960, um episódio pouco convencional, mas de grande importância diplomática, entrou para a história do Brasil e da França: a chamada **”Guerra da Lagosta”**. Este conflito, embora sem disparos de artilharia pesada, provocou tensões consideráveis entre os dois países, levantando questões sobre soberania, direitos de pesca e jurisdição marítima.  Contexto Histórico O incidente começou em 1961, quando barcos pesqueiros franceses começaram a operar na costa nordeste do Brasil, especificamente no litoral de Pernambuco, capturando lagostas em grande quantidade. A pesca francesa, que incluía métodos sofisticados e barcos de grande porte, contrastava - [Roleta Russa](https://historiamilitaremdebate.com.br/roleta-russa/): Passados pouco mais de 30 meses da invasão da Ucrânia pelos russos, o cenário é de crescente tensão. Contando com o apoio maciço dos países da OTAN, os ucranianos foram capazes de resistir e até mesmo infligir algumas derrotas táticas ao invasor, mas as expectativas ocidentais de que sanções econômicas impostas aos russos puderiam fazê-los desistir se mostraram ilusórias, como também foram ilusórias as esperanças de que o envio de novos armamentos pudessem virar o jogo à favor dos ucranianos. Storm Shadows, Abrams e F-16, entre outros, apareceram como game changers e tiveram todos o mesmo destino. Após os reveses iniciais – sem grandes sobressaltos econômicos - [HISTÓRIA NAVAL “THE SULLIVAN BROTHERS”](https://historiamilitaremdebate.com.br/historia-naval-the-sullivan-brothers/): Os irmãos a bordo do Cruzador Juneau: Joseph, Francis, Albert, Madison e George Sullivan Sérgio Vieira Reale Capitão de Fragata (RM1) Em 2012, quando era Comandante da Fragata Independência (F44), nosso navio teve a oportunidade de participar da Comptuex (“Composite Training Unit Exercise”), com a “US Navy”, na costa leste dos Estados Unidos da América (EUA), na área marítima compreendida entre os Estados da Virgínia e da Flórida. Naquela ocasião, visitei na Base Naval de Norfolk, o USS THE SULLIVANS (DDG 68) e tomei conhecimento da marcante história que envolvia o nome daquele navio.  Durante a Segunda Guerra Mundial, cinco irmãos de umamesma família de Waterloo, - [O Poder Bélico do Hezbollah: Uma Força Irregular com Influência Regional](https://historiamilitaremdebate.com.br/o-poder-belico-do-hezbollah-uma-forca-irregular-com-influencia-regional/): Por Prof.histor.esp: Luiz Otavio da Silva O Hezbollah, grupo militante xiita libanês, é amplamente reconhecido como uma das forças não-estatais mais poderosas e influentes do Oriente Médio. Fundado em 1982 durante a invasão israelense do Líbano, o Hezbollah, cujo nome significa “Partido de Deus”, evoluiu de uma milícia armada local para uma organização político-militar com considerável influência na região. Origem e Desenvolvimento Militar Originalmente criado com o apoio do Irã, o Hezbollah foi concebido como um movimento de resistência contra a ocupação israelense do sul do Líbano. O grupo rapidamente se destacou por sua capacidade de conduzir operações de guerrilha - [Ucrânia Utiliza Conceito Brasileiro para Invadir a Rússia com Cavalaria Mecanizada](https://historiamilitaremdebate.com.br/ucrania-utiliza-conceito-brasileiro-para-invadir-a-russia-com-cavalaria-mecanizada/): Por: Prof.his.esp: Luiz Otavio da Silva Santos Jr Em um movimento que surpreendeu o mundo, a Ucrânia implementou conceitos operacionais brasileiros de cavalaria mecanizada para lançar uma série de incursões bem-sucedidas em território russo. As operações, que ocorreram na região de Kursk, demonstraram a eficácia de uma força de desdobramento rápido, equipada com viaturas blindadas modernas e um poder de fogo superior. O Conceito Brasileiro e a Cavalaria Mecanizada A cavalaria mecanizada, uma doutrina amplamente desenvolvida e aperfeiçoada pelas Forças Armadas do Brasil, é uma força militar que combina mobilidade, potência de fogo e blindagem em um único conjunto operacional. - [UM POSSÍVEL DILEMA…](https://historiamilitaremdebate.com.br/um-possivel-dilema-ucraniano/): A recente notícia de que os russos estão instalando abrigos de concreto armado na região de Kursk em locais de grande afluxo de pessoas visando aumentar a segurança dos moradores pode ser considerado por dois aspectos principais. O primeiro, mais difundido pela grande mídia, realça o poder ucraniano de infligir danos a população, no seu objetivo de solapar o moral russo. Por outro lado, se olharmos para a Históriaobservaremos que, por mais de uma vez, a Rússia não se absteve de trocar terreno por tempo, desgastando as forças de invasores com linhas de suprimentos demasiadamente estendidas, inclusive com práticas de “terra arrasada”.   Se considerarmos a - [À HISTÓRIA MARÍTIMA E O CINEMA](https://historiamilitaremdebate.com.br/a-historia-maritima-e-o-cinema/): Filme: Mar em Fúria (2000) Diretor: Wolfgan Petersen Atores Principais: George Clooney, Mark Wahlberg e Diane Lane. Disponível em: Amazon Prime Sérgio Vieira Reale Capitão-de-Fragata (RM1) O cinema é arte e entretenimento e mesmo os filmes, que foram realizados com fidelidade histórica, podem se afastar, em menor ou maior grau, da verdade documental. Assim sendo, o cinema também tem uma liberdade artística para narrar um fato histórico, que nem sempre estará completamente de acordo com o que aconteceu na realidade. Diz um antigo ditado: “Se quiser a verdade, assista documentários”! Por outro lado, existe uma responsabilidade de como se leva - [Sob a Névoa da Guerra...](https://historiamilitaremdebate.com.br/sob-a-nevoa-da-guerra/): Por Cesar Machado / 2024_08_15 A incursão ucraniana no oblast russo de Kursk entra na segunda semana e, apesar de um certo ufanismo na grande mídia ocidental ainda é bastante difícil avaliar se a operação trará algum benefício aos ucranianos ou se o tiro sairá pela culatra. É certo que o ataque e a ocupação de uma parcela, mesmo que mínima, do território nacional, traz embaraços e constrangimentos ao Governo Russo, ao mesmo tempo em que fornecem aos ucranianos e seus aliados uma fonte de “boas notícias”, num momento em que as forças ucranianas perdem terreno diariamente no Donbass. Por outro - [À HISTÓRIA NAVAL E O CINEMA](https://historiamilitaremdebate.com.br/a-historia-naval-e-o-cinema-2/): Filme: Apocalypse Now (1979) Diretor: Francis Ford Coppola Atores Principais: Marlon Brando, Robert Duvall e Martin Sheen Disponível em: Prime Video Sérgio Vieira Reale Capitão-de-Fragata (RM1) “Adoro o cheiro de Napalm pela manhã” Coronel Bill Kilgore Na trajetória da humanidade, as guerras sempre fizeram parte da cultura universal trazendo a violência e os horrores inerentes a esse complexo fenômeno social.   A Guerra do Vietnã (1960-1975), que ocorreu no contexto da guerra fria, foi um conflito armado entre o Vietnã do Norte apoiado pela Ex-URSS, China e seus aliados contra os Estados Unidos da América ( EUA) e o Vietnã - [ANÁLISE ESTRATÉGICA, TÁTICA E OPERACIONAL DA OFENSIVA UCRANIANA EM KURSK](https://historiamilitaremdebate.com.br/analise-estrategica-tatica-e-operacional-da-ofensiva-ucraniana-em-kursk/): Por Rodolfo Queiroz Laterza [1] No dia 06 de agosto, durante a noite, um agrupamento de combate ucraniano constituído por uma ponta de lança blindada promoveu uma incursão furtiva na fronteira entre Sumy (região da Ucrânia) e Kursk (região russa adjacente), contornando o posto de controle de fronteira através de uma rápida manobra em um cinturão florestal situado no ponto de entrada da operação. Nesta manobra ligeira furtiva dezenas de recrutas russos e guardas de fronteira foram capturados para posterior barganha em troca de prisioneiros ucranianos, principalmente do antigo batalhão Azov. Após ingressarem em território russo, as forças ucranianas, constituídas - [NOTAS SOBRE A AQUISIÇÃO DE NOVOS OBUSEIROS AUTO PROPULSADOS PELO E.B.](https://historiamilitaremdebate.com.br/notas-sobre-a-aquisicao-de-novos-obuseiros-auto-propulsados-pelo-e-b/): Em 2017 o Exército Brasileiro iniciou um processo de licitação para aquisição de obuseiros mais modernos, buscando reforçar uma força composta essencialmente por antigos canhões auto propulsados norte-americanos M-108 e M-109, respectivamente de 105 e 155 mm, projetados há mais de 50 anos, em que pese eventuais modernizações.  Quatro empresas: a francesa Nexter, a Tcheca Excalibur, a Norinco chinesa e a israelense Elbit apresentaram propostas. No início deste ano, apesar do forte lobby de setores políticos do governo em favor do armamento chinês, o Exército anunciou que os israelenses venceram a licitação com seu obuseiro auto propulsado 6×6 155mm Atmos - [Ucrânia realiza uma ofensiva na região fronteiriça de Kursk](https://historiamilitaremdebate.com.br/ucrania-realiza-uma-ofensiva-na-regiao-fronteirica-de-kursk/): Por Prof.histor.esp Luiz Otavio Na última terça-feira, 6 de agosto, a Ucrânia intensificou seu conflito com a Rússia ao lançar uma ofensiva na região fronteiriça de Kursk. Esta incursão marcou uma escalada significativa nas tensões entre os dois países, que vêm se deteriorando continuamente desde a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014. O presidente russo, Vladimir Putin, rapidamente classificou a ação como uma “provocação em larga escala”. Desenvolvimento dos Acontecimentos De acordo com fontes locais e relatos de testemunhas, as forças ucranianas cruzaram a fronteira e realizaram ataques coordenados contra posições russas. As incursões parecem ter sido meticulosamente planejadas, - [Renúncia de Sheikh Hasina em Bangladesh Abala Geopolítica da Região](https://historiamilitaremdebate.com.br/renuncia-de-sheikh-hasina-em-bangladesh-abala-geopolitica-da-regiao/): Daca, 5 de agosto de 2024 Por Prof.histor.esp Luiz Otavio  A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, renunciou ao cargo e deixou o país nesta segunda-feira, desencadeando uma série de consequências geopolíticas em meio a uma onda de protestos violentos que resultaram na morte de cerca de 300 pessoas nos últimos meses. A situação atingiu seu ponto crítico no domingo, quando manifestações generalizadas ocorreram em várias cidades do país. Em Daca, confrontos intensos entre manifestantes e forças de segurança levaram a um número significativo de feridos e a uma escalada na violência. Nesta segunda-feira, a situação se deteriorou ainda mais quando - [China Expande sua Frota de Caças J-20 de Quinta Geração](https://historiamilitaremdebate.com.br/china-expande-sua-frota-de-cacas-j-20-de-quinta-geracao/): Por Prof.histor.esp Luiz Otavio 1 Força Aérea do Exército de Libertação Popular Atinge Nova Capacidade Operacional A Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China (PLAAF) deu um grande passo em direção à modernização e superioridade aérea ao formar 14 brigadas equipadas com os avançados caças furtivos Chengdu J-20 de quinta geração. Esta expansão significativa sublinha o compromisso da China em estabelecer uma força aérea de elite, capaz de enfrentar desafios modernos e complexos. 2 Crescimento e Capacitação Atualmente, mais de 300 aeronaves de combate J-20 estão em operação, demonstrando um crescimento substancial na capacidade aérea chinesa. Este marco - [Tecnologias Transformam o Campo de Batalha em 2024: A Nova Era das Guerras Modernas](https://historiamilitaremdebate.com.br/tecnologias-transformam-o-campo-de-batalha-em-2024-a-nova-era-das-guerras-modernas/): Prof.hist.esp Luiz Otavio da Silva Santos Jr Graduação Licenciatura Plena em História (Ulbra) Pós graduação em Geografia (UCL) Pós graduação em Filosofia (UCL) Pós graduação em Sociologia (UCL) Resumo O ano de 2024 marca uma era de transformações significativas na condução dos conflitos armados, impulsionadas pela integração de tecnologias avançadas. Este artigo examina o impacto da inteligência artificial, robótica, cibersegurança e realidade aumentada nas estratégias militares contemporâneas, além de analisar as implicações éticas e humanitárias associadas a essas tecnologias emergentes. Summary The year 2024 marks an era of profound changes in the conduct of armed conflicts, driven by the integration - [Rússia Realiza Terceira Etapa dos Exercícios das Forças Nucleares Táticas](https://historiamilitaremdebate.com.br/russia-realiza-terceira-etapa-dos-exercicios-das-forcas-nucleares-taticas/): Por Prof.hist.esp Luiz Otavio Introdução  A Rússia concluiu recentemente a terceira etapa dos exercícios das suas forças nucleares táticas, intensificando as tensões globais em um contexto geopolítico já volátil. Esses exercícios, que envolvem o lançamento de mísseis balísticos de curto alcance e a mobilização de sistemas avançados como os Iskander-M e Kinzhal, são vistos como uma resposta direta às declarações ocidentais sobre o apoio militar à Ucrânia. Com o objetivo de garantir a prontidão das suas unidades para o uso de armas nucleares, essas manobras têm gerado preocupações significativas entre os países da OTAN e outras nações ocidentais, destacando a - [A Morte de Ismail Haniyah e Suas Consequências](https://historiamilitaremdebate.com.br/a-morte-de-ismail-haniyah-e-suas-consequencias/): Prof.hist.esp Luiz Otavio da Silva Santos Jr Graduação Licenciatura Plena em História (Ulbra) Pós graduação em Geografia (UCL) Pós graduação em Filosofia (UCL) Pós graduação em Sociologia (UCL) Introdução A recente morte de Ismail Haniyah, líder do Hamas, em um ataque atribuído ao Mossad no Irã, representa um marco significativo na dinâmica política do Oriente Médio. Haniyah, que atuou como figura central do movimento islâmico palestino, era visto como um símbolo de resistência e liderança dentro do Hamas. Sua morte levanta uma série de questões sobre as consequências imediatas e de longo prazo para a organização. 1. Impacto Imediato 1.1 - [A Importância da Estratégia na Guerra Naval](https://historiamilitaremdebate.com.br/a-importancia-da-estrategia-na-guerra-naval/): Sérgio Vieira Reale Capitão-de-Fragata (RM1 Todos podem ver as táticas empregadas nas minhas conquistas, mas o que ninguém pode visualizar é a estratégia que as possibilita” Sun Tzu  “Aquele que comanda o mar, comanda o   comércio; aquele que comanda o comércio do mundo, comanda as riquezas do mundo e, conseqüentemente, o próprio mundo”. Sir Walter Ralegh (1552-1618)    Estratégia é uma palavra de origem grega que começou a circular na Europa, no século XVIII, e que pressupõe a existência de interesses conflitantes. Derivada de “stratégos” (arte do general), junção da palavra “stratos”, que designa essencialmente Exército ou grupo organizado, com a palavra “agein”, que significa conduzir, referia-se a formulação dos planos a - [O Primeiro Exército Brasileiro e a Independência do Brasil](https://historiamilitaremdebate.com.br/o-primeiro-exercito-brasileiro-e-a-independencia-do-brasil/): Professor Luiz Otavio da Silva Santos Jr  Graduação Licenciatura Plena em História Pós graduação em Filosofia  Pós graduação em Sociologia Pós graduação em Geografia  Resumo A formação do primeiro Exército Brasileiro está diretamente relacionada ao processo de independência do Brasil, iniciado em 1822. Antes desse período, as forças armadas no Brasil eram compostas principalmente por tropas coloniais portuguesas e milícias locais. Com a declaração de independência em 7 de setembro de 1822, surgiu a necessidade de criar um exército nacional para defender a nova nação e assegurar sua soberania. A organização inicial do exército brasileiro envolveu a reorganização e o - [Caso Avibras: uma solução nacional](https://historiamilitaremdebate.com.br/caso-avibras-uma-solucao-nacional/): Acaba de ser apresentado, na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei (PL) 2957/2024, que “Declara a desapropriação por utilidade pública da empresa Avibras Indústria Aeroespacial S/A, nos termos que especifica”. O que isso significa? Na prática, o PL 2957/2024 visa a nacionalização da empresa, que passaria a ser controlada pelo Estado brasileiro. De autoria do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL/SP), o PL coloca, entre outras justificativas, que “O planejamento estratégico da Indústria de Defesa deve ser prioridade para qualquer país que pretenda ter Soberania Nacional, para a qual é imprescindível hoje a Avibras, a maior empresa - [Exército Iraquiano de 1991 e a Conjuntura do Retorno da Guerra Convencional na Europa: desafios aos Estados e exércitos](https://historiamilitaremdebate.com.br/exercito-iraquiano-de-1991-e-a-conjuntura-do-retorno-da-guerra-convencional-na-europa-desafios-aos-estados-e-exercitos/): Fabrício Schiavo Avila[1] RESUMO: a possibilidade de retorno da guerra convencional em larga escala aumenta a cada dia. O conflito que ocorre na Ucrânia desde 2022 demonstra o advento de práticas abandonadas pelos Estados como mobilização de reservistas, volta da conscrição militar e o ressurgimento da guerra de trincheiras. A digitalização dos meios de combate deixou os exércitos com a impressão que no máximo existiriam brigadas com equipamentos de última geração para enfrentar insurgência em ambiente urbano. O conceito se deteriorou com a retirada norte-americana do Afeganistão em 2021.Contudo, os Estados estariam preparados para fazerem novamente grandes exércitos convencionais? Esse - [HISTÓRIA NAVAL E O CINEMA - Filme : O Encouraçado Potemkin (1925) ](https://historiamilitaremdebate.com.br/historia-naval-e-o-cinema-filme-o-encouracado-potemkin-1925/): Diretor: Serguei Eisenstein Atores Principais: Grigoriy Aleksandrov,     Vladimir Barskiy e Aleksandr Antonov Disponível em: Canal You Tube Sérgio Vieira Reale Capitão-de-Fragata (RM1) A relação entre à história naval e o cinema é antiga. Não é de hoje que contribui para o conhecimento desta parte da História Militar e Marítima; tanto para os que já são familiarizados com o tema quanto para aqueles que passaram a se interessar pelo assunto.        A guerra naval evoluiu ao longo do tempo e passou por muitas transformações. No entanto, se manteve inalterada na importância dos seguintes elementos: o navio de guerra, - [HORATIO LORDE NELSON, O HERÓI  POLÊMICO, SEGUNDO ALFRED THAYER MAHAN E SIR JOHN KNOX LAUGHTON - A BATALHA DE COPENHAGEN E MERTON - Parte VIII](https://historiamilitaremdebate.com.br/horatio-lorde-nelson-o-heroi-polemico-segundo-alfred-thayer-mahan-e-sir-john-knox-laughton-a-batalha-de-copenhagen-e-merton-parte-viii/): Francisco Eduardo Alves de Almeida[1] Nelson foi recebido entusiasticamente na Inglaterra pela população, no entanto Frances não se dirigiu a Yarmouth para recebê-lo, preferindo permanecer em Londres, um sinal de que o escândalo já chegara a seus ouvidos. Dois dias depois, acabaram se encontrando em Londres. Ela foi extremamente fria na recepção[2]. Ela, afinal, era uma mulher humilhada, no entanto Laughton imputou muito da atitude de Nelson em relação a ela, à sua própria culpa. Nelson conquistara fama e glória. Ele estivera ferido, no entanto Lady Nelson se contentou em apenas escrever cartas contidas e permanecer na Inglaterra. Muitos de - [A importância da determinação da longitude na história marítima](https://historiamilitaremdebate.com.br/a-importancia-da-determinacao-da-longitude-na-historia-maritima/): Sérgio Vieira Reale – Capitão-de-Fragata (RM1) Em 1491, na Universidade de Salamanca na Espanha, o navegador genovês Cristóvão Colombo defendeu a idéia de atravessar o Oceano Atlântico e chegar as Índias pelo ocidente. Porém, ele foi considerado imprudente pelas suas idéias e foi questionado pela igreja e pelo conselho da universidade. O navegador Martin Alonso Pinzon acreditou na teoria de Colombo e resolveu ajudá-lo para que apresentasse suas idéias a Rainha da Espanha, Isabel de Castela. Após várias negociações, Colombo conseguiu o apoio dos Reis da Espanha, Fernando e Isabel, para a realização do seu projeto ultramarino. A viagem seria - [A Guerra Naval na Idade Contemporânea no Século XIX](https://historiamilitaremdebate.com.br/a-guerra-naval-na-idade-contemporanea-no-seculo-xix/): Sérgio Vieira Reale – Capitão-de-Fragata (RM1) A Idade Contemporânea é o período histórico compreendido entre o início da Revolução Francesa, em 1789, e os dias de hoje. Ao longo desse período, a História Naval tem sido marcada por significativas transformações tecnológicas no setor da construção naval, na propulsão e no armamento dos navios de guerra. Cabe frisar que, mais recentemente, a criação e a evolução dos sistemas de armas, que passaram a integrar armas e sensores, foram criados para aumentar a velocidade de reação em ambientes de múltiplas ameaças na guerra naval (submarina, aérea e de navios de superfície). Além disso, - [OS CASTELOS JAPONESES - Representações do Poder dos Daimyôs](https://historiamilitaremdebate.com.br/os-castelos-japoneses-representacoes-do-poder-dos-daimyos/): Prof. Esp. Douglas Magalhães Almeida Os castelos japoneses são uma marca cultural importante do Japão quando falamos do seu período feudal e das guerras samurais, chegando a estarem diretamente ligados às estratégias de dominação dos territórios. Entretanto, as famosas estruturas com base de pedra que vemos na mídia comumente são a evidência de uma revolução militar para muito além de um “resultado” da evolução histórica da arquitetura de defesa. A própria terminologia “castelos” ao ser aplicada ao Japão é feita através de um conceito tirânico das perspectivas ocidentais, de maneira que aquilo que chamamos por esse termo é em grande ## Pages - [Teste](https://historiamilitaremdebate.com.br/teste/) - [Informações Comerciais](https://historiamilitaremdebate.com.br/informacoes-comerciais/): Nosso conteúdo O site História Militar em Debate se destina a publicar artigos sobre História Militar, Relações Internacionais, Estratégia, Geopolítica, Notícias e Análises sobre conflitos militares. Neste canal vamos abordar assuntos relativos a história militar Estamos nos propondo a levar para você, artigos, vídeos sobre eventos militares de todos os períodos históricos, sinopses e críticas sobre livros e filmes, além das principais características dos armamentos e equipamentos militares empregados nesses conflitos. Vamos apresentar também análises dos conflitos contemporâneos sob o enfoque geopolítico e estratégico. Além de entrevistas com especialistas e notícias sobre o mundo militar. Aqui no nosso site e - [Políticas de Privacidade](https://historiamilitaremdebate.com.br/politicas-de-privacidade/): Políticade Privacidade A História Militar em Debate valoriza você como nosso cliente, respeita sua privacidade e se compromete a protegê-la por meio do cumprimento desta política. Coletamos seus dados pessoais de acordo e em conformidade com as legislações de proteção de dados relevantes, em especial a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) – 13709/2018. Leia este Aviso com atenção para entender nossas práticas em relação às suas informações e como iremos tratá-las. 1. O QUE COLETAMOS Tratamos suas informações pessoais para cumprir nossas obrigações legais contratuais e fornecer-lhe nossos produtos e serviços. 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