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Suécia e Finlândia na Otan: Uma consequência das ações de Putin?

Prof. Dr. Vitelio Brustolin

É evidente que a guerra que Putin tem não é aquela que planejava ter. Os principais centros de gravidade eram a capital Kiev e a deposição do Zelensky. Já nos primeiros dias de guerra a Rússia tentou obter ambos. A teoria da guerra é muito clara: ninguém inicia uma guerra, ninguém toma a iniciativa do ataque, se não for forte o suficiente para rapidamente superar os pontos característicos da defesa: a espera e a posição. A iniciativa e a rapidez são as características do atacante, vide Clausewitz. A Rússia planejava ter uma guerra rápida. A teoria da guerra de Clausewitz também é clara quanto ao seguinte fato: o tempo favorece o defensor, que se aproxima de suas bases, ganha suporte da população, põe em campo milícias e guerrilhas, mobiliza forças voluntárias, obtém aliados e armamentos. Enquanto isso, a passagem do tempo enfraquece o atacante, que perde a rapidez e muitas vezes a iniciativa, se distancia de suas bases, o que dificulta a chegada de reforços que compensem suas perdas; estende as linhas de suprimento, que precisam ser guarnecidas; dispersa-se para controlar o território em disputa; seus avanços trazem aliados ao defensor, por conta do funcionamento da balança de poder; desgasta-se no ambiente de fricção da guerra. Dito de outra forma: houve um desencontro do objetivo político, da estratégia e da tática russa no (re)início desta guerra, em 24 de fevereiro.

Putin não declarou guerra e isso também tem consequências em seu próprio exército, pois soldados que se recusam a lutar na “operação militar especial” recebem uma punição bem inferior à que teriam em caso de uma guerra declarada – veja aqui: www.theguardian.com/world/2022/may/12/they-were-furious-the-russian-soldiers-refusing-to-fight-in-ukraine

Há, ainda um outro problema: o sucesso em uma guerra só se perfaz com a obtenção do objetivo político pretendido. Ou seja: o objetivo militar precisa estar alinhado com o favorecimento do objetivo político. Se Zelensky tivesse sido deposto e a capital Kiev tivesse sido tomada nos primeiros dias da ofensiva, os russos poderiam buscar uma negociação a seu favor. A Rússia ainda sofreria sanções, mas em escala menor, pois o Zelensky clamou por elas e recebeu apoio em parlamentos mundo a fora após a Ucrânia conseguir resistir aos primeiros dias de ataques russos. O mesmo se aplica aos armamentos enviados para a Ucrânia após 24 de fevereiro. O próprio Zelensky esperava um ataque decisivo a Kiev no primeiro fim de semana de guerra. Biden chegou a lhe oferecer transporte para fugir da Ucrânia. Um fator adicional: forças especiais russas (paraquedistas) tentaram assassinar Zelensky naqueles primeiros dias. Os russos desejavam tomar a capital e derrubar Zelensky. A falha dessa estratégia se deu por razões táticas, já muito mencionadas nas análises anteriores.

É claro que há outros centros de gravidade: o acesso ao mar (portos), as principais cidades, a infraestrutura ucraniana (usinas nucleares, estações de abastecimento de água, a tomada ou a destruição de aeroportos, etc.). Contudo, os avanços russos estão sendo lentos e o abastecimento de armas via Otan possibilita o contra-ataque, como o que ocorreu em Kharkiv, por exemplo – uma cidade bem próxima à fronteira russa, por sinal. Dito isso, os pontos de gravidade principais, tendo em vista os objetivos políticos desta guerra, eram Kiev e Zelensky. A adaptação da estratégia russa e o prolongamento da guerra depõem contra os estrategistas russos e contra a capacidade de alinhamento entre política, estratégia e tática.

 2. Contextualização

Putin ambicionava ter um governo ucraniano obediente, como o da Chechênia ou o de Belarus. Para contextualizar: em 2010, um presidente pró-Rússia, Viktor Yanukovych, foi eleito na Ucrânia. Ele assinou um novo acordo que permitia a presença das tropas russas na região da Crimeia, além de autorizar o treinamento de militares na península de Kerch. Ainda assim, em setembro de 2013 a Rússia advertiu que se a Ucrânia avançasse com um acordo de livre comércio com a União Europeia, “enfrentaria uma catástrofe financeira” e “possivelmente o colapso do Estado”. Diante disso, Yanukovych recuou e se recusou a assinar o acordo com a União Europeia, refutando uma negociação que estava sendo feita há anos e que ele mesmo havia aprovado anteriormente. Essa decisão do então presidente ucraniano de suspender a assinatura do Acordo entre União Europeia e Ucrânia, escolhendo, em vez disso, estreitar laços com a Rússia e a com União Econômica Eurasiática, levou multidões às ruas da Ucrânia para protestar no evento que foi inicialmente chamado de “Euromaidan”. Os protestos duraram três meses, de 21 de novembro de 2013 a 23 de fevereiro de 2014 e culminaram no impeachment de Yanukovych, enquanto ele fugia para a Rússia. Na sequencia, a Rússia enviou soldados sem identificação para a Ucrânia, ocupando, sobretudo, a região da Crimeia, mas também ocupando parte da região de Donbas. A anexação foi concluída em 18 de março de 2014. Atualmente a Ucrânia considera que a Crimeia está ocupada pelos militares russos, mas não reconhece a perda do território.

A Ucrânia não era inimiga da Rússia. A Ucrânia entregou à Rússia as suas armas nucleares em 1994, por meio do Memorando de Budapeste, um acordo garantido por três potências nucleares: Rússia, Estados Unidos e Reino Unido. China e França mais tarde também aderiram; ou seja, todos os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. O convite para a Ucrânia ingressar na Otan estava engavetado desde a guerra da Geórgia, em 2008. Após 2014, esse ingresso se tornou inviável pelas regras da própria Otan, já que a Ucrânia se tornou território de conflito com a anexação da Crimeia e a guerra civil em Donbas.

Para resumir: a Ucrânia era um país neutro, como a Rússia queria, desde que obteve a independência em 1991, mas mudou de rumo após Putin promover a anexação da península da Crimeia, em 2014. O Parlamento ucraniano aprovou por larga maioria uma alteração na Constituição e tornou a adesão à União Europeia e à Otan objetivos nacionais. Os grupos extremistas da Ucrânia foram criados em 2014, motivados pela agressão russa – dentre eles, o famigerado Batalhão Azov. Já naquela época existiam grupos extremistas na própria Rússia, como o Russkii Obraz, um grupo neo-nazista que se tornou uma grande força no cenário nacionalista radical da Rússia e que foi apoiado por Putin – veja aqui: https://theconversation.com/putins-fascists-the-russian-states-long-history-of-cultivating-homegrown-neo-nazis-178535

 3. A quem interessa uma guerra prolongada na Ucrânia?

A Rússia é um dos cinco países com privilégios no Conselho de Segurança da ONU – ela tem direito de veto, juntamente com China, Estados Unidos, França e Reino Unido. A ONU foi criada em 1945. Em 1997 foi criado o Grupo dos Oito (G8) um fórum político intergovernamental. A Rússia era um país membro do G8, mas perdeu o seu assento em 2014, justamente por ter anexado a Crimeia.

A Rússia não é um país isolado ou preterido pela ordem mundial. Pelo contrário: a Europa ficou tão dependente do gás, petróleo, carvão e até eletricidade russos que mesmo agora, em meio à guerra na Ucrânia, não consegue isolar a Rússia. Iniciativas como o Nord Stream 1 e 2 – gasodutos para transporte de gás natural através do Mar Báltico, possibilitando que, a partir da Alemanha, grande parte do gás russo seja redistribuído para outros países da Europa – são uma demonstração da interdependência entre a Rússia e a Europa.

Dito isso, a quem interessa uma guerra prolongada na Ucrânia? A China vem crescendo há 40 anos em níveis de 10% ao ano e, além de potência militar, já é a segunda maior economia do mundo, caminhando a passos largos para ultrapassar os Estados Unidos em todos os critérios (em paridade de poder de compra, já é a maior economia desde 2014). A Índia, segundo país mais populoso do planeta, deve se tornar a terceira maior economia do mundo, ultrapassando Japão e Alemanha, até 2030. Esses países estão em curva ascendente, logo não têm interesse em buscar uma alteração no status quo. E quanto à Rússia? Mesmo com as sanções, a Rússia ainda está integrada ao comércio e às instituições mundiais.

Até aqui falamos em estratégia militar, mas e a big strategy, a grande estratégia nacional? E se, ao invés do uso da força, a Rússia usasse o seu crescimento, território (o maior do mundo), recursos naturais, capacidades militares e zona de influência para atrair aliados? E se, ao invés do uso da força, a Rússia usasse também a aliança com a China – cuja relação, conforme afirmam os chineses, é “sólida como rocha”? Para a grande estratégia russa, a decisão de Putin de ir à guerra foi a melhor? Ele tenta justificar essa decisão em seus discursos, mas questionamentos continuam a ser feitos dentro da Rússia, mesmo com o aumento da pena para 15 anos de prisão para aqueles que chamam esta guerra de “guerra”.

Recentemente, a insatisfação apareceu em um meio oficial de comunicação russo – uma das televisões estatais. Vladimir Soloviov, um apresentador declaradamente pró-Putin, falou em seu programa de TV sobre os problemas de desabastecimento que a população está enfrentando, por conta das sanções. O seu convidado, Semion Bagdasarov, um deputado ultranacionalista, aventou a possibilidade de uma “repetição de outubro de 1917”. Ele estava falando da Revolução Bolchevique, deflagrada, entre outros fatores, pela insistência do Governo Provisório em continuar lutando na Primeira Guerra, que era impopular e impedia a implementação de reformas.

No discurso de 9 de maio, Putin repetiu o argumento do afastamento da Otan do território russo, mas o pedido de ingresso da Finlândia e da Suécia na Otan – dois países historicamente neutros – depõe contra esse argumento. A Finlândia tem uma fronteira terrestre de 1.340 quilômetros com a Rússia. Esses países se aproximaram da Otan para se protegerem da Rússia. Assim como aconteceu com outros países do Leste Europeu, incluindo ex-repúblicas soviéticas.

Em 1990, o então presidente dos EUA George Bush prometeu ao líder russo Mikhail Gorbachev que a Otan não “se moveria nem uma polegada para o leste” além da Alemanha, se esse país fosse unificado. Essa foi uma promessa verbal e ela foi descumprida. Esse descumprimento ocorre, em boa medida, porque tanto a Otan quanto a Rússia têm objetivos expansionistas. A Primeira Guerra da Chechênia, de 1994 a 1996, na qual mais de 50 mil civis foram mortos pela Rússia, foi determinante para que países do Leste Europeu e a Otan se aproximassem. As negociações para adesão da República Tcheca, Hungria e Polônia à Otan começaram em 1997 e se concretizaram em 1999, quando esses três países aderiram à Organização. Em 1999, teve início a Segunda Guerra da Chechênia, que perdurou até 2009. Por sua vez, de 2004 a 2009, foi a vez de Eslováquia, Bulgária e Romênia, todos países do Leste, aderirem à Otan. Além disso, durante esse período também ocorreu a adesão de três ex-repúblicas soviéticas: Estônia, Letônia e Lituânia.

Não há países “bons” ou “maus” nas relações internacionais – estas são amorais. Todos procuram os seus interesses nacionais. Isso posto, um efeito colateral para a Rússia por ter atacado a Ucrânia é o fortalecimento da Otan, uma organização para a qual foi declarada “morte cerebral” pelo presidente francês Macron em 2019. Além disso, neste momento, Putin aumenta em muito a dependência da Rússia em relação à China. O quanto isso interessa para a soberania russa? 

Uma guerra com a Ucrânia só atenderia aos objetivos políticos de Putin se tivesse sido rápida, se culminasse na tomada da capital Kiev e na deposição de Zelensky. Nas circunstâncias atuais, o prolongamento da guerra interessa à Otan em pelo menos um aspecto: a Rússia se enfraquece em meios convencionais e, por conta das sanções, não tem como substituir componentes de seus próprios armamentos, já que muitos mecanismos são importados. Uma guerra nuclear seria ruim para todos, inclusive para a própria Rússia, que seria destruída por conta da MAD (Destruição Mútua Assegurada). Logo, quanto mais a Rússia se enfraquece em meios convencionais na Ucrânia, menos condições tem de se opor à Otan. Cabe pontuar que a Otan também está dispendendo armamentos na Ucrânia, mas possui condições de repô-los com mais rapidez do que a Rússia.

4. Vitória em uma guerra

Clausewitz é enfático sobre o propósito da guerra: o objetivo militar deve ser capaz de aproximar o objetivo político que se buscou com a guerra. Na Campanha de 1812, por exemplo, o objetivo político de Bonaparte era forçar um alinhamento da Rússia com uma posição antibritânica. Para tanto, Bonaparte escolheu como objetivo militar a tomada de Moscou. O seu objetivo militar foi atingido, mas isso não foi suficiente para a produção do resultado político pretendido. Logo, alcançar o objetivo militar não levou ao sucesso do uso da guerra para a obtenção do propósito político.

Quando analisamos a situação da Ucrânia, a região de Donbas já estava travando uma guerra civil e teria sido menos custoso para a Rússia alegar a autodeterminação dos povos, continuar fomentando os separatistas e municiando, e ter apoiado essa região política e diplomaticamente, do que ter atacado diretamente a Ucrânia. Boa parte do Donbas já era separatista. Se o foco fosse só esse, como alguns afirmam (ou seja, o objetivo político de uma guerra limitada, tal qual a da Crimeia) então Putin não deveria ter ido à guerra. Mas o foco nunca foi só esse, conforme se observa, desde o início da ofensiva, pela disposição das tropas russas.

Se os russos conseguirem tomar Mykolaiv e adjacências – estendendo a ocupação de Kherson a Odessa – conectarão a Transnístria. Segundo o general Rustam Minnekayev, comandante interino do Distrito Militar Central da Rússia, essa é exatamente a intenção atual. Se conseguir tomar da Ucrânia todo o acesso ao mar, Putin poderá manter as suas demandas em níveis elevados. Mas Odessa está bastante fortalecida e mesmo em Kharkiv a Rússia não obteve sucesso. Mariupol foi destruída no processo de conquista militar e, além dela, a única grande cidade que os russos tomaram foi Kherson. Isso posto, seguem alguns questionamentos:

Primeiro, por quanto tempo a Rússia conseguirá manter ocupações em áreas que não são pró-Rússia? Os ucranianos estão irascíveis após terem suas cidades bombardeadas, seus concidadãos obrigados a migrar e seus familiares mortos. Aqui cabe pontuar que a trindade paradoxal de Clausewitz é composta por: 1. violência primordial, ódio e inimizade; 2. acaso e probabilidades; 3. instrumento político. O primeiro destes três aspectos diz respeito principalmente ao povo; o segundo ao comandante e à sua força; o terceiro ao governo. Como os russos lidarão, no longo prazo, com um povo hostil e vingativo? Isso já foi visto no Afeganistão e nunca favorece o invasor.

Segundo, as conquistas russas, mesmo se forem mantidas, conseguiriam atender ao objetivo político desta guerra? Mais uma vez: Putin ambicionava ter na Ucrânia um governo obediente, como o da Chechênia ou o de Belarus. Isso no papel. Na prática, ele queria a soberania da Ucrânia. Esse fato fica claro no artigo de Putin, publicado no site do Kremlin, em julho de 2021. Putin não considera que a Ucrânia seja um país. Além disso, ele também queria expandir o poder geopolítico da Rússia.

A guerra que Putin tem, no entanto, possui um efeito oposto daquela que pretendia ter. As agressões à Ucrânia, tanto em 2014, quanto em 2022, impulsionaram o nacionalismo ucraniano. Além disso, neste momento, Putin é o maior propagador da expansão da Otan. Para completar, a dependência da Rússia em relação à China se agrava, gerando implicações econômicas, geopolíticas e de soberania.

5. Considerações finais

A guerra na Ucrânia está em um impasse:

– Primeiro, a Rússia não obteve vitórias decisivas que possam garantir que suas demandas sejam atendidas;

– Segundo, a Ucrânia promove contra-ofensivas com os equipamentos que recebe da Otan, mas terá dificuldades em regiões pró-Rússia em Donbas e na Crimeia, onde desde 2014 tenta recuperar território. Uma das dificuldades será usar artilharia em áreas repletas de civis, afinal, os russos são acusados de usar artilharia indiscriminadamente, mas isso não poderá ser feito pelos ucranianos dentro de suas próprias cidades. Em partes daquele território, os russos reverteram à defensiva, se beneficiando da espera e da posição;

– Terceiro, os Estados Unidos terão eleições de meio de mandato (Midterm) em novembro. Um ponto em comum entre democratas e republicanos é o apoio à Ucrânia, no entanto, a popularidade de Biden está baixa e se perder cinco assentos na Câmara, perderá a maioria. Nos últimos 100 anos, o presidente que está no poder perde em média 30 assentos nessas eleições. Logo, Biden fará de tudo para que a Ucrânia tenha sucesso militar nos próximos meses, a fim de fortalecer a sua imagem para o público interno.

Para finalizar, tenho ouvido que esta guerra se transformará em uma “disputa de narrativas”. Vou, por isso, citar mais uma vez Clausewitz: a guerra é um ato de força para submeter o oponente à nossa vontade. O atacante usa a guerra para mudar o status quo. Logo, a manutenção de um determinado status quo político significa a prevalência do defensor. Se esta guerra foi motivada sobretudo pela expansão da Otan, como alega Putin, o que significa, para a Rússia, o ingresso de Suécia e Finlândia na Otan? Conforme observado ao longo desta análise, o convite da Otan para a Ucrânia estava engavetado desde 2008 e inviabilizado desde 2014, contudo, agora a Otan está mesmo se expandindo, e isso é motivado pela agressão russa à Ucrânia. Mesmo a Turquia, que a princípio pareceu se opor, apenas buscou obter algumas vantagens na negociação. Os finlandeses e suecos historicamente eram contra a adesão à Otan. Esses países ingressam juntos na União Europeia em 1995 e consideraram que isso seria o suficiente para não romper com a neutralidade. Nunca houve tanto apoio da população e dos parlamentos à sua adesão à Otan como agora (cerca de 80%). Isso é um efeito direto da ação de Putin.

Autor: Prof. Dr. Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard. Website: https://scholar.harvard.edu/brustolin

Referências:

CLAUSEWITZ, Carl von. (1832) 1980. Vom Kriege. Ed. Werner Hahlweg (Hinterlassenes Werk des Generals Carl von Clausewitz. Vollständige Ausgabe im Urtext). Troisdorf: Dümmler, 19th ed.

CLAUSEWITZ, Carl von. (1832) 1976. On War. Eds. Michael Howard and Peter Paret. Princeton: Princeton University Press.

CLAUSEWITZ, Carl von. 1998. Théorie du combat. Paris, Institut de Stratégie Comparée / Écoles militaires de Saint-Cyr / Economica.

 DINIZ & PROENÇA Jr. 2007. O Fenômeno Guerra. Texto para discussão.

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