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Armaduras Medievais I

A armadura da Idade Média representa uma janela para a mente medieval. Observando a evolução das armaduras medievais, podemos entender a mudança histórica em grande escala. Por mais de mil anos, a cota de malha foi o rei do campo de batalha, usada pelos chefes como um símbolo em metal de seu poder. Então, na Alta Idade Média viu uma explosão de novos estilos e tipos de armaduras experimentais em meio ao poder desencadeado de reinos florescentes. A armadura de placas saiu vitoriosa – dando origem a uma era da mais alta forma do ofício do armeiro. A evolução da armadura medieval foi uma mistura complexa de inovação tecnológica, mudança social e simbolismo mutável, e sua história revela as profundas correntes ocultas da história medieval.

A cota de malha surgiu na Europa Central da Idade do Ferro no primeiro milênio a.C., uma invenção de ferreiros celtas. As primeiras cotas de malha provavelmente eram feitas de bronze e depois de ferro – e quando os romanos republicanos encontraram os celtas que usavam cota de malha no século III a.C., como todo bom império, eles copiaram a ideia. O padrão “romano” (ou, na verdade, celta) de cota de malha se espalhou por toda a Europa: consistia em fileiras alternadas de anéis de arame redondos e anéis planos estampados para economizar trabalho.

Foi usado principalmente como armadura para tropas auxiliares, tropas não romanas chamadas foederati, bem como para cavalaria. Cota de malha poderia ser feita em uma escala relativamente pequena por um armeiro e um punhado de aprendizes. À medida que o Império Romano crescia em sua extensão mais sobrecarregada, os governadores militares romanos começaram a empregar cada vez mais federados “bárbaros” como tropas primárias para policiar as regiões fronteiriças e, assim, as cotas de malha eclipsaram mais ou menos as armaduras de placas no Império Romano tardio.

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Tradução e adaptação: Prof. Dr. Ricardo Cabral

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