Military Intelligence – Section 6: um breve resumo na Guerra Fria

de

Prof. Dr. Thiago da Silva Pacheco

A Guerra Fria gerou uma nova demanda para os calejados Serviços Secretos da Segunda Guerra. O enfrentamento direto era indesejado e até mesmo temido devido ao possível conflito nuclear. Assim, o confronto foi transferindo para as disputas entre as agências de Inteligência de cada Nação.

Os ingleses, com larga experiência devido a Segunda Guerra Mundial, mantinham alguns agentes veteranos do SOE nos quadros do MI6. Mas optaram por métodos cautelosos, na chamada “abordagem do alfinete” (“pinprick approach”). Isso principalmente após fracassos na Albânia, ao final dos anos 1940.

Temendo o poderio soviético – principalmente após o desenvolvimento da bomba atômica por parte da URSS – esta estratégia consistia em acabar gradualmente com o sistema comunista. As missões envolviam explorar suas fraquezas políticas, visando vulnerabilidades econômicas, promovendo dissensões e espalhando desconfiança.

Ou seja, não se tratava de fomentar insurreições internas sob comando de agentes bem treinados, como foi feito na WWII. O projeto era de longo prazo, provendo sabotagem econômica, semeando dissenção e utilizando-se de “black propaganda”. Abordagens cirgurgicas, cautelosas e pontuais.

A mudança de abordagem foi uma transformação significativa em relação ao enfrentamento atrás das linhas inimigas, posto em prática durante a Segunda Guerra Mundial, quando Churchill orientou aos seus agentes secretos que “incendiassem a Europa”.

Sobre o autor

Thiago Pacheco

Formado em História pela Universidade Gama Filho, mestre e doutor em História Comparada (UFRJ) com estágio de pos-doutorado na Faculdade Nacional de Direito, pesquisador de Inteligência e história da Espionagem.

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