O Império Contra-Ataca: A Nova Estratégia de Contenção

de

Prof. Dr. Ricardo Pereira Cabral

Introdução

Neste ensaio vamos apresentar um balanço da iniciativas de Washington em conter a influência política e econômica chinesa no sistema internacional.

Tradicionalmente, os Estados Unidos, a partir da sua base de países anglo-saxões e da Europa Ocidental e aliados fiéis em outras regiões do mundo como Brasil, Israel, Coreia do Sul e Japão, traçam uma estratégia nacional de combater a expansão da potência contestadora a sua hegemonia. Washington usou dessa estratégia, com sucesso contra a União Soviética. No entanto, o desafio é muito maior. A China é a maior potência econômica por paridade de compra, é um gigante militar e tecnológico, tem muito recursos e está investindo trilhões de dólares em escala global.

PIB PPC (2021)

https://www.poder360.com.br/brasil/brasil-e-o-8a-do-mundo-em-paridade-de-poder-de-compra-diz-banco-mundial/

PIB  (2022)

https://www.poder360.com.br/economia/brasil-volta-ao-top-10-no-ranking-de-maiores-economias-do-mundo/

A Nova Estratégia de Contenção

Barack Obama foi o primeiro presidente norte-americano a colocar em andamento uma nova Doutrina de Contenção para lidar com a China. Em nosso entendimento, ao longo da administração George W Bush já estava claro que o acelerado crescimento da China colocaria em xeque a hegemonia estadunidense, pelo menos no Extremo Oriente, mas o foco dos republicanos era o Oriente Médio e o Arco das Crises, de Zbigniew Brzezinsky, que se estendia dia Ásia Central ao norte da África.

Administração Barack Obama (2009-2017)

Obama durante o seu mandato procurou reduzir o empenho militar norte-americano no Oriente Médio, concluindo as intervenções no Iraque e no Afeganistão. Buscou uma solução negociada com o Irã e integrá-lo na comunidade internacional, para tanto recorreu aos bons ofícios da União Europeia. Outro ponto foi avançar em uma solução permanente no contencioso Israel-Palestinos, pressionado os israelenses a fazerem concessões. Todas essas iniciativas não foram bem-sucedidas, mas iam na direção de concentrar esforços e recursos políticos, militares e econômicos na Ásia-Pacífico.

https://www.herinst.org/BusinessManagedDemocracy/government/trade/TTIP.html

Obama também buscou consolidar a “Aliança Atlântica” com a União Europeia por intermédio de grande acordo comercial, o TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership) ou TAFTA (Trans-Atlantic Free Trade Agreement), de 2013. No entanto, as negociações não avançaram, em parte, devido ao protecionismo e a burocracia europeia.

Outro ponto longamente negociado com os europeus, foi a reformulação da OTAN com o aumento dos encargos dos europeus na própria defesa, da sua estratégia e área de atuação fora da área original do tratado. A OTAN também se expandiu em direção ao Leste na formulação de parcerias expandido sua influência.

O TAFTA e uma OTAN fortalecida seriam as bases da nova estratégia de contenção norte-americana.

Ainda no front europeu, Washington tentou seguidas vezes rearticular suas relações com a Rússia, sem sucesso diga-se de passagem. A expansão da Otan em direção ao Leste, as seguidas sansões econômicas e as restrições ao comércio de produtos de alta tecnologia eram vistas como uma provocação e uma política visando cercear e intimar a Rússia. A resposta de Moscou não tardou, aumento dos gastos militares, ocupação de regiões estratégicas em Luhansk, Donetsk e na Criméia, na Ucrânia. Os russos também realizaram ataques cibernéticos a infraestrutura críticas e sistemas de inteligência e defesa de países europeus, aprofundaram a cooperação militar e o intercâmbio econômico com Irã, Paquistão, Índia e China. A Rússia voltou a ações de intimidação da Marinha e da Força Aérea nas regiões reivindicadas como de soberania russa.

Em 2016, o Reino Unido tomou a decisão de se retirar da União Europeia. Obama tomou a iniciativa de ampliar a integração econômica com os britânicos. Na política externa, Londres passou a atuar de forma ainda mais colaborativa e complementar, em completa submissão às diretrizes políticas de Washington.

https://www.linkedin.com/pulse/trans-pacific-partnership-largest-trade-agreement-at-imi-new-delhi/

No Pacífico, as iniciativas foram de amplo espectro e envolveram múltiplas ações políticas, econômica e militares.

– A Trans-Pacific Partnership (TPP), de 2015, um grande acordo de livre comércio com os países da orla do Pacífico, nas Américas, na Oceania e na Ásia excluindo a China;

– Assinatura de um amplo acordo de cooperação científica, econômica e militar com a Índia e com o Vietnã;

– Em 2019, os EUA se tornaram o maior investidor externo da Índia e tem reduzido seus investimentos na China (em parte devido há uma série de regulações que os chineses vêm impondo);

– Washington tem estimulado empresas norte-americanas a deixarem a China em direção a outros países como a Índia, o Vietnã, Cingapura, Tailândia e Malásia, sem muito sucesso.

– Reforço da aliança com velhos parceiros como a Coreia do Sul e o Japão;

– Ampliação da cooperação política, econômica e militar com vários países da Ásia Central como o Cazaquistão, Tajiquistão e o Uzbequistão, apesar das pressões e ameaças russas e chinesas;

– Várias tentativas de acordo com a Coreia do Norte, todas fracassadas;

– Tentativas de rearticulação das relações com as Paquistão (sem muito sucesso) e Filipinas;

A administração Donald Trump (2017-2021)

O republicano reverteu vários elementos da política de contenção implementada por Obama, por exemplo:

– Não avançou com o Acordo de Livre-Comércio com a UE, e abandonou TAFTA (Trans-Atlantic Free Trade Agreement), voltando para a tradicional estratégia de acordos bilaterais;

–  Concedeu privilégios ao UK que não foram estendidos aos europeus, o que provocou grande irritação e finalmente a paralisação das negociações;

– Avançou na reformulação da OTAN (para conter a Rússia), mas os europeus não cumpriram a promessa de elevar os gastos de defesa a 2% do PIB. No continente, vários países fora da OTAN estão aumentando o orçamento de defesa, como a Suécia, por exemplo, devido a “agressividade” da política russa;

– Buscou estabelecer um diálogo direto com a Coréia do Norte e a Rússia fracassando em ambas iniciativas;

– Trump foi agressivo nas cobranças de re-estabelecer o equilíbrio da balança comercial com os chineses, na denúncia das práticas ilegais de comércio, espionagem industrial, de roubo de patentes, na defesa da independência de Taiwan, a autonomia de Hong Kong, a questão das liberdades individuais na China entre outros assuntos. Não obteve sucesso palpável;

– Diminuiu a presença militar norte-americana no Oriente Médio, concentrando o foco em pontos específico como por exemplo: o combate ao Estado Islâmico, ao Talibã e em retaliações contra as iniciativas desestabilizadoras do Irã (com sucesso muito variável);

– O rompimento do acordo com o Irã e adoção de novas medidas de isolamento político e econômico ao regime dos Aiatolás, renovam o isolamento dos iranianos e uma resposta agressiva destes no entorno regional (Líbano, Síria, Iraque, Afeganistão e Paquistão. A aproximação entre o Irã com a China e a Rússia é mais um fator complicados. Na atual conjuntura, Teerã exige garantias e concessões para voltas a mesa de negociações, algo que parece que não está no horizonte de Washington que vai na direção de formar uma coalizão anti-Irã;

O maior feito foi a assinatura do tratado de paz conhecido como Acordo Abraão: Tratado de Paz, Relações Diplomáticas e Normalização Total entre os Emirados Árabes Unidos e o Estado de Israel, que abriu caminho e as possibilidade de normalização das relações entre árabes e judeus;

O abandono das negociações para a constituição da TAFTA (Trans-Atlantic Free Trade Agreement) deu espaço para a China articular um acordo comercial com o mesmo grupo de países da orla do pacífico.

Com relação ao orçamento militar, Trump cobrou das empresas e do Pentágono uma redução dos custos dos sistemas de defesa, na busca de maior eficiência, na redução do desperdício e cortando programas de sistemas de armas no limite da tecnologia. Por outro lado, cobrou do Pentágono mais efetividade e eficiência, seu argumento é que o orçamento não poderia continuar subindo a cada novo sistema ultramoderno, para depois ser abandonado como inviável no estado atual da tecnologia (malthusianismo militar).

https://www.brasildefato.com.br/2022/04/25/gasto-militar-mundial-bate-recorde-e-supera-us-2-trilhoes-em-2021-aponta-relatorio

Administração Joe Biden (2021-…)

A eleição do democrata foi recebida com a esperança de uma volta à normalidade e a previsibilidade nas relações com os Estados Unidos. No entanto, é importante ressaltar que Biden deu continuidade a vários elementos da política externa vinda do governo Trump. Em meu entendimento, isso prova que já existem um mínimo de consenso em torno de uma política de contenção em relação a China.

 – Até que ponto a intempestiva saída dos norte-americanos do Afeganistão deve desestabilizar ainda é uma incógnita, mas vejamos: os EUA estão em contato com os países da Ásia Central para instalarem ou poderem usar bases em torno do Afeganistão e estão contando com os indianos para manter o Talibã sob vigilância. A volta (será que saíram?) dos norte-americanos à Ásia Central não é bem-vista por Moscou e Beijing que tem pressionado para que estes países não permitam a presença de militares norte-americanos em seus territórios.

– Biden tem se esforçado para restabelecer as boas relações e ampliar os laços econômicos com os europeus, mas sem alterar, significativamente, as pautas vindas de Trump, o que tem atrapalhado seu projeto de volta à “normalidade” diplomática;

– As medidas tomadas pela aliança EUA-UE contra a expansão econômica chinesa e as investidas russas, encontram resistência entre vários membros da União Europeia, tendo em vista a dependência que se estabeleceu ao longo dos anos no fornecimento de peças, equipamentos, energia entre outros materiais para europeus. Além disso, a China é um dos principais parceiro econômico de vários países europeus, uma situação complicada;

– Em 14 de julho de 2022, Joe Biden iniciou uma série de visitas a países do Oriente Médio, Jordânia, Palestina, Israel, Arábia Saudita com o objetivo de fortalecer os laços militares e restabelecer a normalidade diplomática com os parceiros árabes. O principal objetivo era convencer os aliados árabes a aumentar a oferta de petróleo e criar uma coalizão militar contra o Irã. Outro alvo dessa visita era conter a crescente influência dos chineses entre os estados árabes;

http://galaxiamilitar.es/las-5-principales-opciones-para-el-acuerdo-de-submarinos-nucleares-aukus-de-australia/

Um dos fatos que complicaram a relação EUA-UE foi a Aukus.

– Além da construção de submarinos nucleares, a Aliança Aukus também envolverá o compartilhamento de capacidades cibernéticas, inteligência artificial, tecnologia quântica entre outras tecnologias, que ultrapassam a construção de submarinos.

– O acordo de fornecimento de submarinos nucleares e tecnologia nuclear dos EUA e o Reino Unido para a Austrália. Alguns pontos interessantes a serem ressaltados: a Austrália não possui um programa de energia nuclear civil; o processo de construção do reator é longo, ainda mais sem um amplo programa de geração de energia civil para apoiá-lo; teoricamente, submarinos convencionais são mais silenciosos e melhor adaptados para a atuação no (relativamente raso) mar do Sul da China; algumas perguntas: quem irá fornecer os reatores? E o combustível? E a manutenção dos sistemas? Onde será descartado e armazenado o combustível e os componentes nucleares dos submarinos australianos?

– A AUKUS passa a impressão de que os EUA têm um aliado favorito na Ásia, isso pode se tornar um problema no médio prazo. Para que se obtenha sucesso com uma política de contenção contra a China, países como Índia, Japão, Coréia do Sul e Vietnã são muito importantes;

– O acordo AUKUS também irritou os franceses e os europeus, de modo geral, principalmente, como o processo foi conduzido, passou a impressão de que são aliados de segunda categoria;

– Desde 2018, a Austrália vinha sofrendo pressões políticas e retaliações econômicas de Beijing, pela estreita aliança com Washington. A tendência é que ocorra um aumento das tensões entre os dois países;

https://presentmirror.com/category_world/the-quadrilateral-security-dialogue-qsd-colloquially-the-quad-is-a-strategic-security-dialogue-between-australia-india-japan-and-the-united-states/

– Em 2007 foi estabelecida a QUAD (Quadrilateral Security Dialogue) Diálogo Quadrilateral de Segurança (QUAD), entre os EUA, Japão, Índia e Austrália, no entanto a cooperação não avançou, sendo retomada em 2017, quando então foram assinados acordos de cooperação e a fim de coordenarem as ações visando conter as ações unilaterais de Beijing e defender os interesses da aliança;

– Dois pontos a serem ressaltados sobre o QUAD: 1º – Washington ao se aproximar Nova Déli se afasta cada vez mais do Paquistão, seu pouco confiável aliado e parceiro e 2º – As relações de Nova Déli com Moscou sempre foram muito próximas, principalmente, na área militar. Vamos observar o desenrolar dos acontecimentos;

https://vajiramias.com/current-affairs/five-eyes/5d230e641d5def5a82590c8e/

– Em 1941, foi criada a Five Eyes Initiative um instrumento que visava a troca de informação e coordenação de ações de inteligência entre EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Em 2021, Washington está negociando a possibilidade de expandir o grupo com a inclusão da Índia (improvável, devido ao estreito relacionamento com Moscou), vários aliados europeus, Israel, Cingapura, Coréia do Sul e Japão, vamos aguardar os desdobramentos.

https://www.indianpunchline.com/india-shouldnt-align-with-five-eyes/

– A Guerra da Ucrânia fortaleceu os laços entre europeus e norte-americanos para fazer frente a ameaça de uma expansão militar russa no leste europeu. Em termos geopolíticos, Washington conseguiu que seus parceiros europeus, finalmente, aumentassem os seus gastos militares, com o compromisso de aumentar o empenho dos norte-americanos;

– A partir de construção de uma narrativa, nada criativa diga-se de passagem, os EUA equalizaram e mimetizaram os acontecimentos na Ucrânia com a atuação da China no Extremo Oriente, atraindo inicialmente, os aliados de sempre Japão e Coreia do Sul, e, posteriormente, os países tradicionalmente refratários aos chineses como o Vietnã e a Índia, além de parte da Europa para uma aliança anti-China;

https://www.economist.com/briefing/2021/05/01/chinas-growing-military-confidence-puts-taiwan-at-risk

– O maior problema geopolítico entre Washington e Beijing e foco permanente de tensões é a Questão de Taiwan. A ilha, um dos maiores produtores mundiais de chips e outros equipamentos tecnológicos, tem resistido a todas as investidas chinesas de reunificação, apesar das promessas de autonomia (estão vendo o que acontecendo com Hong Kong…). A independência de Taiwan tem respaldo popular na ilha, mas isso só não é o suficiente. Os Estados Unidos já assinaram três declarações conjuntas e apoiam oficialmente a política de “uma só China”, mas nós sabemos que Washington tende a ignorar tais formalidades diplomáticas, colocando seus interesses nacionais acima de qualquer consideração sobre as leis internacionais. A questão é: os EUA manterão suas promessas de defender Taiwan caso os chineses à invadam?

https://twitter.com/Danale/status/1488919897132474377/photo/4

– Em maio de 2022, em visita à Ásia, Biden deu mais uma passo no sentido de estruturar a uma coalização anti-China e estreitar laços econômicos com aliados regionais por intermédio da Indo-Pacific Economic System, cujos membros, além dos EUA são: Austrália, Índia, Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Brunei, Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã. Ao mesmo tempo está estruturando uma aliança militar semelhante a OTAN.

Bem, é a China?

Imagem de Destaque: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/historia-dos-eua.phtml

Bibliografia consultada e recomendada

Sítio eletrônicos consultados:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_de_Parceria_Transatl%C3%A2ntica_de_Com%C3%A9rcio_e_Investimento

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-37920213

https://br.sputniknews.com/asia_oceania/2021092018039506-aukus-vs-china-e-possivel-caminhar-para-conflito-convencional-em-ate-10-anos-opina-analista/

https://www.naval.com.br/blog/2021/09/25/submarinos-convencionais-e-nucleares-de-ataque-2/

O desenvolvimento e a construção de um submarino nuclear australiano podem levar décadas

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-58582195

https://brasil.elpais.com/internacional/2021-09-25/estados-unidos-fortalecem-alianca-com-japao-india-e-australia-para-conter-avanco-da-china-no-indo-pacifico.html

Um acordo de submarino nuclear com a Austrália que a China realmente respeitaria

https://brasil.elpais.com/internacional/2021-09-17/alianca-orquestrada-por-biden-no-pacifico-agrava-choque-com-a-china.html

https://br.sputniknews.com/defesa/2021103118180186-especialista-norte-americano-aponta-resultado-preocupante-da-alianca-aukus/

https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2021/09/4950745-diplomatas-advertem-que-crise-dos-submarinos-e-sinal-de-alerta-para-a-ue.html

https://br.sputniknews.com/russia/2021110118183412-putin-advertiu-biden-sobre-ideia-de-instalar-bases-militares-na-asia-central-diz-lavrov/

Como a China superou os EUA como principal fornecedor global de bens

http://ebrevistas.eb.mil.br/PADECEME/article/view/602/667
https://www.defesaemfoco.com.br/o-arranjo-geopolitico-do-cinturao-do-indo-pacifico-qad-e-aukus/

https://thediplomat.com/2022/06/geopolitics-and-chinas-engagement-in-central-asia/

https://br.sputniknews.com/20220711/tatica-dos-eua-de-manter-influencia-no-mar-do-sul-da-china-pioraria-disputas-na-regiao-diz-jornal-23557526.html

https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2022/07/5022037-biden-inicia-tour-pelo-oriente-medio-e-pretende-criar-coalizao-contra-o-ira.html

https://www.brasildefato.com.br/2022/03/22/eua-x-china-o-conflito-em-que-todos-perdem

https://br.sputniknews.com/20220720/pelosi-pode-desencadear-crise-mais-seria-no-estreito-de-taiwan-arriscando-lacos-china-eua-23714087.html

https://veja.abril.com.br/mundo/recados-para-a-china-marcaram-viagem-de-biden-ao-sul-da-asia/

https://veja.abril.com.br/mundo/recados-para-a-china-marcaram-viagem-de-biden-ao-sul-da-asia/

Ricardo Cabral

Sobre o autor

Ricardo Cabral

Professor de História formado pela UGF. Mestrado e Doutorado em História pela UFRJ. Autor de artigos sobre História Militar e Geopolítica.

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