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Soldados da Borracha

Prof. Esp. Pedro Silva Drummond

Durante o final da década de 1930, as relações diplomáticas do Brasil com os países beligerantes da Segunda Guerra Mundial, passavam por transformações. A aproximação que o Brasil mantinha com a Alemanha desde o início da década de 1930, estava diminuindo com o passar dos anos, enquanto com os EUA, principal parceiro do País desde a Primeira Guerra Mundial, vinha aumentando, com diversos Acordos e Tratados.

No ano de 1942, antes do Brasil declarar Guerra ao Eixo, a Nação assinava com os EUA o Acordo de Washington. Um dos pontos do Acordo, indicava que o País se responsabilizaria pelo fornecimento de determinadas matérias-primas à indústria norte-americana, como a borracha. Os EUA tinham perdido boa parte dos seus fornecedores de borracha com a expansão japonesa no sudeste Asiático.

O Brasil se tornaria através do fornecimento de borracha, um dos responsáveis pela manutenção da indústria bélica dos Aliados se manterem competitivas no enfrentamento com o Eixo. O governo brasileiro inicia uma campanha conhecida como a “Batalha da Borracha” com o objetivo de estimular a participação da população do País.

O Governo Brasileiro após propagandas, promessas de incentivos governamentais e secas constantes que aconteciam no Nordeste, conseguiu reunir por volta de 50.000 trabalhadores, em grande parte, nordestinos, para trabalhar na extração da borracha.

Os trabalhadores acreditavam que essa seria a oportunidade de uma vida melhor, o Estado prometia um plano de colonização da região. Antes de seguirem para a Amazônia, os trabalhadores passavam por um treinamento de como extrair o latéx e posteriormente recebiam os materiais básicos para o trabalho na região.

A ideia de uma vida de progresso para esses trabalhadores acabava na chegada ao local da extração da matéria-prima. Os trabalhadores tiveram diversas dificuldades no seu trabalho, como adaptação a um local totalmente diferente daqueles que a maioria das pessoas viviam, doenças, ataque de animais e más condições de vida e trabalho. O grande número de mortos na região fez com que esses trabalhadores ficassem conhecidos como os “Soldados da Borracha”.

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