EUA apertam o bloqueio naval e econômico contra o Irã

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O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, deixou claro nesta quinta-feira (13/8), em Cidade do Panamá, que os EUA podem manter o bloqueio naval contra o Irã “indefinidamente”. Segundo ele, a Marinha americana vai simplesmente revezando navios na região para sustentar o cerco pelo tempo que for necessário enquanto o secretário do Tesouro, Scott Bessent, prometeu infligir “ainda mais dano financeiro” a Teerã.

O motivo da escalada é simples, onde as negociações de cessar-fogo estão travadas desde que o acordo tentativo de junho ruiu, e o Irã segue controlando o Estreito de Ormuz como sua principal carta de barganha. A Agência Internacional de Energia, a famosa AIE, atualizou sua projeção nesta quarta, em que a oferta global de petróleo deve cair 4,3 milhões de barris por dia neste ano, um percentual de 4% do total mundial, bem acima da estimativa de 3,7 milhões feita há apenas um mês.

É a pressão da guerra batendo direto no bolso do planeta inteiro, e o desgaste não é só econômico. A Al Jazeera revelou nesta sexta que parlamentares americanos levantaram alarme depois de relatos de condições precárias a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, incluindo marinheiros tentando pular do navio, um sinal do tamanho do estresse que essa guerra prolongada está causando até dentro das próprias forças americanas.

O detalhe político por trás de tudo isso é que Trump está sob pressão interna pra encerrar uma guerra impopular, com o preço alto dos combustíveis derrubando sua aprovação e ameaçando o controle republicano do Congresso nas eleições de meio de mandato, em novembro. Ainda assim, a resposta da Casa Branca até agora tem sido apertar ainda mais o cerco, não recuar. Literalmente, os EUA trocaram o “quanto tempo” pelo “custe o que custar” e o Irã segue irredutível do outro lado.

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